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Entenda como a crise do petróleo da Arábia Saudita vai impactar o ES

Alta da gasolina, aumento do preço de produtos que precisam ser transportados, aumento da inflação e possível fim da queda da taxa Selic são alguns dos efeitos.

Publicado em 16/09/2019 às 08h32
Atualizado em 16/09/2019 às 14h53
Aumento do preço dos combustíveis é um dos reflexos que podem ser sentidos no Estado. Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Aumento do preço dos combustíveis é um dos reflexos que podem ser sentidos no Estado. Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

No último fim de semana, instalações da petroleira Aramco, na Arábia Saudita, foram alvo de drones, o que fez com que a produção de petróleo no país caísse pela metade. Tal redução representa 5% de todo material que é produzido no mundo.

Com esse acontecimento, o preço do barril de petróleo passou a ser comercializado nesta segunda-feira (16) a US$ 72 na bolsa de Londres - uma alta de 20% - e seguiu variando durante toda o dia.

Veja como essa situação vai impactar o Espírito Santo:

Alta da gasolina e diesel

O primeiro impacto desta crise é a alta do preço dos combustíveis. A oferta de petróleo caiu, a demanda continua alta, então o preço do barril de petróleo aumentou no mercado internacional. Assim, todos os derivados de petróleo devem apresentar alta de preço nas próximas semanas.

Inflação

Com o aumento do preço dos combustíveis a inflação deve apresentar uma alta nas próximas semanas. O transporte vai ficar mais caro, assim como o preço dos produtos que precisam ser transportados por longas distâncias - já que o preço do diesel, usado para o cálculo do frete, deve aumentar.

Juros

A "quebra da normalidade" no cenário internacional pode fazer com que o Comitê de Política Monetária (Copom) interrompa a queda taxa Selic, que tem relação direta com os juros cobrados. Atualmente a taxa está em 6%, mas havia a expectativa de que ela caísse para 5% e encerrasse 2019 a 4,5%.

Produção brasileira

O Brasil é um dos grandes produtores de petróleo, mas isso não faz com que o país não precise importar - e assim ficar livre das variações do mercado internacional. Na verdade, o Brasil produz um tipo de petróleo mais denso e difícil de refinar e segue importando o óleo mais leve, necessário para o refino.

Aumento de arrecadação

Um fator positivo pode ser tirado de todo este cenário. Como o Espírito Santo é um local de produção de petróleo, a arrecadação deve aumentar, já que o preço do barril está ficando mais caro. O mesmo aumento deve ser repassado aos municípios que recebem os royalties de produção.

Produção internacional

A Arábia Saudita deixar de produzir 50% de sua capacidade tem um grande impacto em todo o mundo. Esta crise registra a maior interrupção na produção de petróleo. Por dia, 5,7 milhões de barris deixam de ser produzidos. Algo semelhante aconteceu no fim da década de 70 com a Revolução Islâmica do Irã, quando 5,6 milhões de barris deixaram de ser produzidos a cada dia.

Demora na retomada

Representantes da Arábia Saudita afirmam que podem retomar o nível de produção em poucos dias. No entanto, especialistas acreditam que o país deve demorar semanas para recuperar as instalações e voltar a produzir normalmente, fazendo com que os impactos sejam sentidos por mais tempo.

Estoques internacionais

Ainda não se sabe se os Estados Unidos vão usar seu estoque estratégico para o mercado nesta atual conjuntura para impedir uma disparada no preço do petróleo.  Também não existe certeza sobre o tamanho das reservas internacionais e se elas serão usadas para controlar os preços. Se não, existe a possibilidade que o mundo enxergue uma elevação significativa no custo do barril.

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