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Coronavírus

Nem renda fixa escapa da volatilidade dos fundos

Segundo especialistas, é comum que fundos tenham grandes oscilações no rendimento no curto prazo, especialmente em momentos de crise

Publicado em 15 de Junho de 2020 às 08:50

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 jun 2020 às 08:50
Dinheiro, real, moeda
Dinheiro, real, moeda Crédito: Pixabay
Além de sacudir as Bolsas de Valores globais, a pandemia de coronavírus levou fundos, inclusive de renda fixa, a grandes oscilações em sua rentabilidade mensal, alguns com perdas expressivas.
O fundo de renda fixa da XP de longo prazo, por exemplo, teve perda de 3,12% em março e ganho de 2,8% entre abril e maio. O fundo multimercado - fundo que combina aplicações conservadoras com ativos mais arriscados - Verde perdeu 11,46% em março e subiu 14,2% em abril e maio, e o fundo de ações Dynamo Cougar caiu 32% em março e se valorizou 33,2% nos dois meses seguintes.
Segundo especialistas, é comum que fundos tenham grandes oscilações no rendimento no curto prazo, especialmente em momentos de crise. Uma mesma carteira pode decolar ou afundar, a depender do momento econômico.
"Às vezes uma mesma estratégia pode dar prejuízo e depois um retorno. Não necessariamente o fundo que teve perda vai ter recuperação no mês seguinte. É preciso esperar um tempo", diz Marcelo Toledo, economista-chefe da Bradesco Asset Management.
Toledo aconselha que o investidor não resgate ou invista no calor do momento. "Um mês não é um período razoável para tomar a decisão".
Em março, quando o mercado financeiro precificou o impacto econômico da Covid-19, ações tiveram fortes quedas, enquanto as curvas de juros futuros subiram.
Juros futuros são taxas de juros esperadas pelo mercado nos próximos meses e anos com base na evolução dos indicadores econômicos atuais.
O movimento fez fundos atrelados a ações e outros ativos de renda variável terem perdas expressivas, bem como os fundos que apostavam em juros futuros mais baixos. Os que estavam comprados em juros futuros mais altos ganharam.
Agora, o cenário se inverteu. Em um ambiente de retração econômica e deflação, o Banco Central sinaliza que juros baixos vieram para ficar - o mercado precifica que a Selic caia de 3% para 2% neste ano e permaneça neste patamar até o início de 2021 - e a Bolsa de Valores se recupera com a expectativa de retomada econômica.
Ou seja, a mesma estratégia que pode ter feito um fundo ter forte perda em março pode levar a uma expressiva valorização em abril e maio.
Além disso, os gestores constantemente fazem mudanças na carteira do fundo, em busca de maior rentabilidade. Caso o fundo tenha um resultado melhor do que o seu índice de referência, como o Ibovespa, é cobrada uma taxa de performance do cotista para bonificar o gestor.
"Há fundo multimercado que sobe 9% e outro que cai 10%, fundo de ação que sobe 10%, enquanto outro cai 30%, por isso, é um grande risco o investidor apostar em um só fundo", diz José Raymundo de Faria Júnior, planejador financeiro certificado (CFP) pela Planejar.
A dica é investir em um fundo que investe em diversos fundos, ou comprar cotas de fundos de diversos tipos (renda variável, multimercado, renda fixa) e estratégias (ações, imóveis, debêntures, títulos públicos etc.), com foco no longo prazo. "Pelo menos, de dois a três anos de horizonte de investimento, mas você pode dar sorte e o fundo ir bem em um curto prazo", diz Faria Júnior.
A escolha deve ser com base no perfil de risco do investidor - os mais conservadores devem escolher fundos com menos ativos de risco - e de olho no histórico do gestor.
"É bom acompanhar o gestor do fundo nas redes sociais, ler as cartas de gestão e entender um pouco a estratégia do fundo. Um bom resultado no passado não garante a qualidade do investimento", diz o planejador.
O investidor também deve estar atento à hora de investir. "Sair de que um fundo que está caindo e entrar no que está subindo tem grande chance de dar errado".
Na hora de analisar a rentabilidade, é preciso comparar com fundos que tenham a mesma estratégia de investimento. No caso dos multimercados, por exemplo, há fundos mais voltados a ações e outros a títulos de renda fixa.
"O ideal sempre é tentar analisar janelas e períodos mais longos. Olhar um único mês ou conjuntos de poucos meses curtos pode levar a conclusões que refletem a natureza do fundo" diz Pedro Rudge, diretor da Anbima. Ele indica analisar a rentabilidade do fundo em, no mínimo, um ano." Quanto mais longa a janela, mais rica a conclusão".

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