Parte da fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que aparece no vídeo da reunião do dia 22 de abril foi cortada por fazer referência à China. Ainda assim, Guedes afirma, em um dos trechos, que o país asiático "deveria financiar um Plano Marshall para ajudar todo mundo que foi atingido" pelo novo coronavírus. Epicentro original da Covid-19, a China também é o principal parceiro comercial do país.
"Plano Marshall, por exemplo, os Estados Unidos podem fazer um Plano Marshall para nos ajudar. A China, (parte cortada por decisão do STF), deveria financiar um Plano Marshall para ajudar todo mundo que foi atingido. Então a primeira inadequação, a gente tem que tomar muito cuidado, é o seguinte, é o plano Pró-Brasil", disse Guedes.
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Na reunião, o ministro disse para que não chamassem o plano Pró-Brasil de Plano Marshall. "Pró-Brasil é um nome espetacular. Dez, mil. Plano Marshall é um desastre... revela despreparo nosso", Ele acrescenta: "Vai revelar falta de compreensão das coisas. A segunda coisa é o seguinte, é super bem-vinda essa iniciativa, para nos integrarmos todos. Agora, não vamos nos iludir. A retomada do crescimento vem pelos investimentos privados, pelo turismo pela abertura da economia, pelas reformas. Nós já estávamos crescendo." Guedes ainda diz que o programa tem que tomar cuidado com a medida.
"Voltar uma agenda de trinta anos atrás, que é investimentos públicos financiados pelo governo, isso foi o que a Dilma fez"
Ele ainda ressalta: "Então tá cheio de gente pensando nessa eleição agora, e botando coisa na p ... na cabeça do ... do ... de todo mundo aqui dentro, que são governadores querendo fazer a festa, são às vezes ministros querendo aparecer, tem de tudo. E todo mundo vem aqui: "vamos crescer, agora temos que crescer, tem que ter a resposta imediata, porque o governo vai gastar".
"O governo quebrou! O governo quebrou! Em todos os níveis. Prefeitura, governador e governo federal. Que que nós conseguimos fazer? Nós sinalizamos o contrário. Nós desalavancamos banco público, reduzimos endividamento, baixamos juros e o Brasil ia começar a voar. Então se agente lançar agora um plano, é ... todo o discurso é conhecido: "acabar com as desigualdades regionais", Marinho, claro, tá lá, são as digitais dele. É bi ... é bonito isso, mas isso é o que o Lula, o que a Dilma tão fazendo há trinta anos. Se a gente quiser acabar igual a Dilma, a gente segue esse caminho."
Ao ser criticado abertamente por Guedes, o ministro Rogério Marinho disse que não existem verdades absolutas. "Bom, eu vou partir do princípio que todos que estão aqui são bem intencionados e querem o bem do Brasil. Tá? Então eu não a ... não acredito em teoria da conspiração nem que ninguém quer solapar os alicerces da República nem abalar a administração do presidente Bolsonaro, pelo contrário. E quero lembrar a todos que não existem verdades absolutas. Por favor, por favor, vamos refletir. O que tá acontecendo hoje e no mundo não tem parâmetro nos últimos cem anos. "
"O ... o ministro Braga Neto tá, na sua apresentação, ele estabelece inclusive o limite temporal e deixa claro que é uma política de Estado. O que eu peço é que nós tenhamos aqui as mentes abertas. E que os dogmas, quaisquer que sejam eles presidente, sejam colocados de lado nesse momento . "
Com informações da Agência Estado