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Dólar fecha a R$ 4,65; Paulo Guedes diz que pode ir a R$ 5

Bolsa de São Paulo caiu 4,65%, refletindo os temores com o coronavírus

Publicado em 05/03/2020 às 19h06
Atualizado em 05/03/2020 às 19h25
A alta do dólar neste ano é fruto do temor de investidores com o impacto econômico do coronavírus junto a um cenário de juros mais baixos no Brasil. Crédito: Pixabay
A alta do dólar neste ano é fruto do temor de investidores com o impacto econômico do coronavírus junto a um cenário de juros mais baixos no Brasil. Crédito: Pixabay

 Após chegar a R$ 4,667 durante o pregão desta quinta-feira (5), o dólar desacelerou a alta com o terceiro leilão de swap cambial do Banco Central no dia e fechou a R$ 4,653, alta de 1,6%. O turismo está a R$ 4,84 na venda. Em algumas casas de câmbio, está sendo vendido acima de R$ 5.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (05) que a cotação do dólar pode ir a R$ 5 caso "muita besteira" seja feita.

"Pode chegar a cinco? Ué, se o presidente pedir para sair, se todo mundo pedir para sair... É um câmbio que flutua, se fizer muita besteira, ele pode ir para esse nível", afirmou em evento na Fiesp.

Nesta sessão, o BC ofertou US$ 3 bilhões divididos em três leilões de 20 mil contratos de swap cambial cada um. A medida aumenta a oferta da moeda no mercado, já que o BC oferece contratos que remuneram o investidor pela variação cambial, o que ajuda a reduzir o preço do dólar.

O dólar foi ao seu 11º recorde nominal (sem contar a inflação) seguido em uma sequência de 12 altas consecutivas, a maior desde janeiro de 1999, quando o BC encerrou a política do câmbio fixo.

A alta do dólar neste ano é fruto do temor de investidores com o impacto econômico do coronavírus junto a um cenário de juros mais baixos no Brasil.

Após o corte surpresa de 0,50 ponto percentual na taxa de juros americano na terça (3), o mercado vê mais espaço para uma redução na Selic no dia 18, próxima reunião de política monetária do BC. As projeções apontam a taxa entre 3,75% e 3,5% ao final do ano. No momento, ela está a 4,25% ao ano, mínima histórica.

A pressão no real devido a juros mais baixos no Brasil, que levam o estrangeiro a tirar dólares do país, levou a moeda brasileira a ter o pior desempenho do mundo em 2020, com desvalorização de 15,6%. Desde 30 de dezembro de 2019, quando a moeda estava a R$ 4,014, o dólar ficou R$ 0,64 mais caro.

Nesta quinta, a declaração de estado de emergência na Califórnia por conta da primeira morte no estado americano pelo coronavírus elevou a tensão dos mercados acionários. Nasdaq cai 3,5% e Dow Jones, 4%. O S&P 500 recua 3,45%. Segundo a Bloomberg, o índice americano teve sua semana mais volátil desde 2011, quando a agência de classificação de risco S&P reduziu a nota de crédito dos títulos do Tesouro americano.

IBOVESPA FECHA EM QUEDA DE 4,65%

O Ibovespa terminou  com baixa de 4,65%, aos 102.233,24 pontos, depois de tocar na mínima de 100.536,15 pontos, com recuo superior a 6%, devido às incertezas em relação ao câmbio no Brasil.

O movimento nas bolsas reflete o receio de que a epidemia do coronavírus tem força para derrubar o crescimento das principais economias do mundo, principalmente na China e na Europa, afetando o resultado das empresas no ano.

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