ASSINE

Copom mantém Selic em 2% ao ano, menor taxa de juros da história

Essa foi a terceira reunião seguida sem mudanças na Selic após nove cortes consecutivos. Projeção é de aumento da taxa de juros em 2021

Publicado em 09/12/2020 às 18h45
Coronavírus está trazendo impactos à economia
Copom avalia que nova onda de casos de Covid-19 pode impactar economia no curto prazo. Crédito: Freepik

Mesmo diante de pressão da inflação, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) manteve a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 2% ao ano nesta quarta-feira (9). A decisão foi unânime e na linha do que já esperava o mercado. O atual patamar segue sendo o menor da história da Selic desde 1999, quando entrou em vigor o regime de metas para a inflação.

É a terceira reunião seguida sem mudanças na Selic, após nove cortes consecutivos. Com a curva ascendente da pandemia de coronavírus, o Copom avaliou que a doença pode afetar a atividade econômica no curto prazo, embora os resultados nos testes com vacinas contra a Covid-19 tendem a trazer melhora da confiança e normalização da atividade no médio prazo.

A definição desta quarta ocorre em meio à pressão inflacionária, especialmente com a alta nos preços de alimentos e combustíveis. O Comitê ponderou que as "últimas leituras de inflação foram acima do esperado e, em dezembro, apesar do arrefecimento previsto para os preços dos alimentos, a inflação ainda deve se mostrar elevada". No entanto, avalia que "os choques atuais são temporários" e que a inflação deve cumprir a meta para o ano.

Com o choque recente nos preços, o mercado tem aumentado as expectativas de inflação para o fechamento deste ano e para o próximo. Para 2021, a projeção do Copom é que a Selic seja elevada até 3% ao ano, chegando a 4,5% ao ano em 2022.

A Selic é a taxa de juros básica do Brasil, ou seja, é a referência usada para o pagamento da dívida pública pelo governo. Ela também influencia as demais taxas de juros dos bancos e altera a rentabilidade de algumas aplicações financeiras como a poupança e outros investimentos mais conservadores.

A taxa é usada pelo Banco Central como ferramenta para controlar a inflação, garantindo que ela fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), já que a alta ou a queda dos juros influencia o consumo das famílias e a tomada de crédito no país.

Para este ano, a meta da inflação está em 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Em linhas gerais, quando a inflação está alta, aumentam-se os juros para reduzir o consumo e forçar uma queda nos preços. Quando a inflação está muito baixa, o Banco Central reduz a Selic para estimular o consumo.

A previsão do mercado financeira no boletim Focus desta semana é que a mediana da inflação feche o ano em 4,21%. Já a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 2021 está em 3,34%.

Este vídeo pode te interessar

A Gazeta integra o

Saiba mais

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.

Logo AG Modal Cookies

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.