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Alimentos puxam preços na Grande Vitória; inflação atinge 0,97%

É o maior avanço desde 2018 e a maior alta para esse mês na série histórica do IPCA da região metropolitana capixaba

Publicado em 08/12/2020 às 10h25
Atualizado em 08/12/2020 às 12h27
Batatas
Batata-inglesa foi o alimento que ficou mais caro em novembro, segundo o IBGE. Crédito: Freepik

inflação na Grande Vitória, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu 0,97% em novembro, a maior alta desde 2018 e o maior avanço para esse mês desde que o indicador é calculado na região metropolitana capixaba. Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostra que os alimentos são os responsáveis pelo aumento acima da média nacional, que ficou em 0,89%. No país, o IPCA é o maior para novembro em cinco anos.

Somente o grupo alimentos e bebidas apresentou aceleração de 3,12% em novembro nas principais cidades do Espírito Santo. No ano, o setor acumula variação positiva de de 17,29%, enquanto o índice geral ficou em 3,68%.

Em novembro, entre os alimentos com maior pressão nos preços estão a batata inglesa (56,53%), o tomate (35,29%),  o inhame (24,26%), a cenoura (16,62%), o alface (18,84%), laranja-pera (12,02%), ovo de galinha (8,76%), pá (7,39%), capa de filé (7,39%), acém (7,1% ) e alcatra (7,02%). 

O arroz e o óleo de soja que se tornaram os vilões da cesta básica neste ano apresentaram, respectivamente, alta de 5,62% e 4,24%, de acordo com o IBGE. No ano, os dois itens ficaram 75,22% e 95,14% mais caros, respectivamente. Para quem come fora de casa, a inflação também está pesando no bolso. A alta nos preços atingiu 7,72%, como mostra o IPCA.

A trajetória da inflação mostra uma grande oscilação com períodos de baixas e altas. Agosto foi a última vez que o Estado teve dado quase estável, com uma leve queda de 0,03%.

Na Grande Vitória, todos os grupos pesquisados pelo IBGE apresentaram resultados avanço, entre esses habitação (0,90%), transportes (0,86%), artigos de residência (0,78%) e vestuário (0,31%).

DADOS NO PAÍS

No país, conforme mostra o levantamento, o IPCA em 0,86% é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando o indicador foi de 1,01%.  No ano, o indicador acumula alta de 3,13% e, em 12 meses, de 4,31%, acima dos 3,92% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2019, o indicador havia ficado em 0,51%.

“O cenário é parecido com o que temos visto nos últimos meses, em que o grupo de alimentos e bebidas continua impactando bastante o resultado. Dentro desse grupo, os componentes que mais têm pressionado são as carnes, que nesse mês tiveram uma alta de mais de 6%, a batata-inglesa, que subiu quase 30% e o tomate, com alta de 18,45%”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Além desses alimentos, outros produtos importantes na cesta das famílias também tiveram alta, como o arroz (6,28%) e o óleo de soja (9,24%). Com isso, o grupo de alimentos e bebidas variou 2,54%. Outras variações positivas foram da cerveja (1,33%) e do refrigerante e água mineral (1,05%) consumidos fora do domicílio, que tiveram queda em outubro.

“Maio foi o último mês em que tivemos deflação, uma queda de 0,38%. Desde junho temos variações positivas e a de novembro é a mais alta do ano. O que tem influenciado mais nos últimos meses é a alta dos alimentos, que pode ser explicada por dois fatores: por um lado, há o aumento da demanda, sustentada pelos auxílios concedidos pelo governo e, por outro, a restrição de ofertas no mercado doméstico em um contexto de câmbio mais alto, que estimula as exportações”, explica Kislanov.

A alta nos preços atingiu todas as 16 regiões pesquisadas no IPCA. O maior resultado ficou com Goiânia (1,41%), impactado principalmente pela variação positiva das carnes (9,11%) e da energia elétrica (3,69%). O menor foi registrado em Brasília (0,35%), influenciado pela queda nos preços da gasolina (-0,68%).

Com o acumulado de 4,31% em 12 meses e faltando um mês para o fechamento do ano, a inflação está dentro da meta do governo e próxima ao centro da meta, atualmente estipulada em 4,0%, com margem de 1,5% de tolerância, para mais ou para menos. “Esse acumulado ainda está influenciado pela inflação forte que tivemos em dezembro do ano passado por conta das carnes. Vamos ter que esperar para ver como vai ser o comportamento de dezembro deste ano”, diz.

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