Publicado em 1 de julho de 2024 às 09:44
As renegociações de dívidas pelo programa Desenrola Pequenos Negócios alcançaram R$ 1,68 bilhão até a última semana, segundo dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). O número é 33% superior ao levantamento da semana anterior, representando a negociação de 49 mil contratos.>
O programa é voltado à renegociação de dívidas bancárias de MEIs (Microempreendedores Individuais) e micro e pequenas empresas que faturem até R$ 4,8 milhões anuais. As negociações são feitas diretamente com os bancos, que dão descontos de até 90% e oferecem parcelas mensais a partir de R$ 10 para quitar a dívida. Podem participar do Desenrola Pequenos Negócios empresas com dívidas não pagas com dívidas em atrasado há mais de 90 dias, a contar de 22 de abril de 2024. O prazo para aderir vai até 31 de dezembro de 2024.>
De acordo com a Febraban, São Paulo é o estado com maior número de contratos de renegociação do país, 28% do total, com 14,7 mil e montante de R$ 469 milhões negociados. Já o Acre é o que tem o menor número de contratos fechados, com 127 e montante de R$ 7,3 milhões.>
Micro e pequenas empresas do segmento de serviços apresentam a maior taxa de endividamento, com 54,2% do total dos devedores, seguidas por comércio, com 37,8%, e indústria, com 7,7%, segundo dados da Serasa Experian.>
>
Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander, Sicredi e Mercantil do Brasil são as instituições financeiras que participam do programa. Juntas, elas representam 73% da carteira de crédito de micro e pequenas empresas nacionais.>
O prazo para renegociação das dívidas com instituições financeiras pelo programa vai até 31 de dezembro de 2024. É esperado que cerca de 6,3 milhões de micro e pequenas empresas possam ajustar suas operações.>
O programa é voltado apenas para dívidas com instituições financeiras. Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander, Sicredi e Mercantil do Brasil fazem parte da iniciativa do governo, oferecendo negociações e descontos em dívidas.>
Os bancos indicam que micro e pequeno empreendedor podem iniciar a renegociação por meio dos canais como aplicativos, internet banking, telefone, WhatsApp ou nas agências bancárias e escritórios conveniados.>
O Banco do Brasil dará descontos de até 20% nas taxas de juros com prazos de até 120 meses e redução de até 96% na liquidação à vista da dívida.>
O Itaú afirma que as condições de pagamento e descontos variam de acordo com o perfil do cliente e o valor da dívida em atraso.>
Já o Santander diz que dará descontos, juros reduzidos e prazos maiores, parcela com valor mínimo de R$ 10 e até 120 meses para pagar. Por sua vez, o C6 promete redução de 95% com prazo de até 72 meses.>
As negociações podem ser feitas por meio da central de relacionamento do C6 Bank, que funciona todos os dias, por 24h, no chat do aplicativo ou pelo telefone 3003-6116, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-6606116, para as demais localidades.>
Microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte com faturamento anual de R$ 4,8 milhões podem participar do Desenrola Pequenos Negócios.>
Apenas dívidas com instituições financeiras poderão ser negociadas, sem restrição ao tempo de atraso e a valores. As dívidas precisam ter atrasados de ao menos 90 dias.>
O prazo para renegociação das dívidas com instituições financeiras pelo programa vai até 31 de dezembro de 2024.>
Os descontos variam de 40% a 90%. O Banco do Brasil oferece descontos de até 20% nas taxas de juros, o Itaú varia de acordo com o perfil do cliente e o valor da dívida, e o Santander disponibiliza descontos, juros reduzidos e prazos maiores.>
O Sebrae indica que o planejamento financeiro do negócio, independentemente do porte, é fundamental na tomada de crédito.>
A Febraban orienta que os interessados busquem informações nos canais oficiais de atendimento das instituições financeiras e não aceitem ofertas fora dessas plataformas. Além disso, alerta para não aceitar propostas de envio de valores antes da formalização do contrato de renegociação.>
Segundo o Sebrae, se organizar para pagar a dívida é o principal ponto antes de aderir ao Desenrola. "A decisão deve ser precedida de um olhar para dentro da empresa, para que o empreendedor avalie os custos e as expectativas de faturamento; a oferta de renegociação deve ser avaliada com o foco na capacidade de pagamento da empresa", afirma o órgão por meio de nota.>
Por sua vez, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) pontua que MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte interessadas em negociar as dívidas por meio do Desenrola devem buscar informações nos canais oficiais de atendimento e não aceitar ofertas fora das plataformas das instituições financeiras. "A Febraban alerta para que não sejam aceitas propostas de envio de valores a quem quer que seja, com a finalidade de garantir melhores condições de renegociação das dívidas. Somente após a formalização de um contrato de renegociação é que o cidadão pode ter os valores debitados de sua conta, nas datas acordadas", diz a Federação.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta