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Morte de irmãos

Traficante conhecido como 'dono' do Morro da Piedade está foragido

Ele deixou o presídio em uma 'saidinha' autorizada pela Justiça, mas não retornou;  grupo dele atuou das disputas que causaram as  mortes na Piedade

Publicado em 23 de Outubro de 2025 às 18:44

Públicado em 

23 out 2025 às 18:44
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

JP - Piedade
Crédito: Arquivo - AG
O traficante João Paulo Ferreira Dias, o JP, que ganhou fama como o “dono” do Morro da Piedade, em Vitória, está foragido. Ele obteve o benefício da saída temporária com autorização judicial e não retornou para o presídio no último dia 15.
Os conflitos por território promovidos pelo grupo que ele liderava e os do Bairro da Penha resultaram nas “noites sangrentas da Piedade”, quando  ocorreram vários assassinatos entre os anos de 2018 e 2020. Entre eles o dos irmãos Ruan e Damião Reis.
A violência se acentuou quando Walace de Jesus Santana, que era tido como o braço direito dele, foi morto pelos rivais. No conflito, dezenas de famílias tiveram que deixar o bairro, incluindo os familiares de JP.

Evadiu do presídio pela 2ª vez

Esta é a segunda vez que JP consegue se livrar dos muros da prisão ao não retornar da ‘saidinha’. Ele havia sido preso em 2013 e evadiu na saída temporária em 19 de outubro de 2016.
Só voltou a ser preso em julho de 2018, durante uma operação da Polícia Civil. Desde então vinha sendo mantido na Penitenciária de Segurança Máxima 2, onde também se encontram presos dois de seus irmãos.
Em julho deste ano ele foi transferido para a Penitenciária Semiaberta de Vila Velha (PSVV), onde conquistou, com autorização da Justiça, o direito à “saidinha”, deixando a unidade no dia 8 deste mês. Mas não retornou na data prevista, o último dia 15.
De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), o fato já foi comunicado ao Judiciário.

Crimes

Uma sequência de crimes que ocorreram no Bairro da Piedade entre 2018 e 2020 como resultado da disputa de território entre os grupos criminosos. No conflito dez pessoas foram assassinadas e foram causados ferimentos graves em outras cinco.
Nos anos que se seguiram, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciou pelos crimes 15 pessoas, que vem sendo julgadas. 
Até o momento oito pessoas já foram condenadas, incluindo Geovani Andrade Bento, o Vaninho, que se encontra no presídio federal de Rondônia.

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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