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"Sou inocente", afirma juiz acusado pela morte de Alexandre Martins

Antônio Leopoldo Teixeira nega qualquer envolvimento no assassinato e afirma não existirem provas das acusações; ele acompanhará o julgamento de casa

Vitória
Publicado em 11/03/2026 às 18h52
entrevista antonio leopoldo teixeira
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

O juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira, que será julgado nesta quinta-feira (12) sob a acusação de mandar matar o colega magistrado Alexandre Martins de Castro Filho, é categórico ao reafirmar a sua inocência.

Ele nega qualquer envolvimento no assassinato e afirma não existirem provas.

Na entrevista abaixo ele relata que os 21 anos desde a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) foram marcados por prejuízos financeiros e emocionais, mencionando a venda de bens e o impacto na saúde de sua família. Confira:

O senhor é inocente?

Eu sou inocente. Claro que eu sou inocente. Deus sabe, o que me deixa muito em paz. O que ele pensa é o que importa, não o que as pessoas falam ou escrevem. Aprendi que se você não puder fazer o bem, nunca faça o mal. E nunca me passou pela mente participar ou sujar as minhas mãos de sangue. Nunca.

E por qual motivo foi acusado de ser mandante do crime?

A resposta é a mesma que dei a uma promotora do Ministério Público. Eu também estou atrás dessa resposta, porque até hoje não há nenhuma prova, nenhuma ligação com os outros acusados como mandantes do crime, um deles, inclusive, foi absolvido. Papel aceita tudo, agora, quero ver mostrarem prova. Com todo o respeito ao Ministério Público, sempre digo que a verdade existe e que a mentira é construída.

E as denúncias feitas pela vítima ao Tribunal de Justiça?

Eu também fiz as mesmas denúncias para o Tribunal, denunciando as dificuldades enfrentadas na 5ª Vara Criminal de Execuções Penais e defendi a necessidade de descentralização, o que foi feito nos anos seguintes.

Como foi a espera?

São 21 anos de sofrimento, que afetaram a saúde da minha família, que nos trouxeram prejuízos com os recursos contra as decisões, em busca da verdade. Houve um mundo de mentiras a meu respeito e eu fui em busca da verdade. Gastei o fruto do meu trabalho e hoje eu não tenho nada. Moro em um apartamento alugado. Tive que vender tudo para custear a busca pela verdade, porque quero restabelecer minha dignidade, pela minha família.

Qual é a expectativa do senhor em relação ao julgamento?

Eu sempre acreditei na Justiça e espero que o Tribunal faça justiça, não se deixando levar pelas mentiras, pelo disse me disse, pelas falácias. Comecei minha vida profissional varrendo cartório, fui escrevente, tabelião no interior, defensor público, advogado, promotor de justiça, juiz e desembargador substituto. Nunca fiz nada de errado na vida.

O senhor está preparado para os dois cenários, absolvição ou condenação?

Não penso nisso porque eu creio na justiça e ela será a minha absolvição. Eu sei que os desembargadores são homens altamente preparados e eu confio na Justiça.

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