A prisão ocorreu no último dia 16. Policiais militares paulistas faziam patrulhamento quando receberam a denúncia sobre um procurado da Justiça e localizaram o motorista. Ele vai enfrentar uma nova audiência de custódia, agora como réu em ação penal, no início da tarde desta quinta-feira (29).
Para o advogado Fábio Marçal, assistente de acusação no processo, representando a família da vítima, é emblemático que a prisão tenha ocorrido durante o maio amarelo, mês em que há uma mobilização de conscientização para a redução de acidentes de trânsito, do número de mortes e feridos nas estradas.
“É uma prisão que traz um certo conforto para a família, que foi destroçada pela perda. A jovem era uma grande companheira da mãe, uma salgadeira que luta com muita dificuldade”, assinala.
A expectativa é de que agora o processo, com réu preso, ande mais rápido. “Nenhuma decisão trará a Karen de volta, mas a justiça tem que ser feita. Esperamos que na audiência de hoje ele permaneça preso até o julgamento e de lá siga para o cumprimento de sua pena, após condenação”.
Segundo a denúncia do MPES, o motorista cruzou a Avenida Talma Rodrigues Ribeiro, no sentido contrário, passou sobre a ciclofaixa, e parou na vegetação da via na direção oposta, sem reduzir a velocidade. No caminho atropelou e matou a jovem que caminhava ao lado de sua mãe, Lucinda Santos Moreira Barbosa.
Informa que os policiais que atenderam a ocorrência constataram que ele havia bebido. O teste do etilômetro apontou um resultado de 0,38 MG/L. O que indica, segundo o MP, “alteração da capacidade psicomotora do investigado em razão da influência de álcool na condução do veículo”. O que foi confirmado pelo próprio Eduardo em depoimento à polícia.
O Ministério Público destacou ainda que após o atropelamento, Eduardo não prestou socorro à vítima. “Restou apurado que em que pese o suspeito não ter se evadido do local do crime, ele não prestou socorro à vítima, ficando imóvel ao lado do caminhão após o acidente fumando um cigarro, e sequer realizou contato com as autoridades competentes para informar os fatos ocorridos”, destaca o texto.
O socorro foi solicitado por pessoas que passavam na região. “Sequer se importou com o estado da mesma (vítima), tendo populares ligado para a autoridade policial solicitando apoio, ação que demonstra o desprezo do indiciado com o resultado produzido pela sua conduta irresponsável de dirigir sob influência de álcool”, é dito na denúncia do MP.
A audiência de custódia está agendada para acontecer de forma on-line, considerando que o motorista ainda está detido em São Paulo. Será realizada pela 3ª Vara Criminal da Serra, responsável pelo Tribunal do Júri, às 12h55.
A defesa de Eduardo não foi localizada. O espaço segue aberto para sua manifestação.