Aqui você encontra conteúdos exclusivos sobre segurança, justiça e cidadania, com informações que impactam a vida das pessoas e da cidade

Pai de Alexandre Martins vai a julgamento de Leopoldo com terno que era do filho

O caso será avaliado pelos desembargadores do  Tribunal de Justiça do Espírito Santo em sessão  prevista para começar às 9 horas

Vitória
Publicado em 12/03/2026 às 08h24
Alexandre Martins de Castro, pai do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, em frente ao TJES, antes do julgamento do juiz Antônio Leopoldo, acusado de participação no assassinato
Alexandre Martins de Castro, pai do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, em frente ao TJES, antes do julgamento do juiz Antônio Leopoldo, acusado de participação no assassinato. Crédito: Ricardo Medeiros

Alexandre Martins de Castro, pai do juiz assassinado, decidiu homenagear o filho no julgamento do último acusado pelo crime, o magistrado aposentado Antônio Leopoldo Teixeira, previsto para iniciar às 9 horas desta quinta-feira (12).

Ele veio para o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), onde será realizada a sessão, usando um dos ternos que pertenceu ao filho, o juiz assassinado Alexandre Martins de Castro Filho.

“Decidi trazer uma coisa física dele, para estar de alguma forma presente no julgamento mais importante”, relatou.

Ele conta que era comum Alexandre, no início da carreira, emprestar suas camisas. “Eu tinha que ir na casa dele recuperar, mas ele sempre me alertava que buscaria outras”, contou.

Em entrevista, na entrada da Corte estadual, informou que está confiante na condenação do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira. “O volume de provas não deixa dúvidas sobre a culpabilidade dele”, destacou.

O crime

Alexandre foi morto em 24 de março de 2003, quando chegava a uma academia em Itapuã, Vila Velha.

Dos dez acusados pelo crime, nove já foram julgados, sendo que um deles foi absolvido das acusações. O último a ser julgado é o juiz aposentado Leopoldo, acusado de homicídio qualificado por motivo torpe, que teria sido praticado mediante promessa de recompensa, popularmente conhecido como “crime de mando”.

A defesa de Leopoldo afirma que ele é inocente das acusações e que no julgamento irá apresentar os erros da investigação. Campos alega falta de provas para justificar o pedido de absolvição.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.