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Letícia Gonçalves

Ricardo X Pazolini: 37% dos eleitores podem mudar de voto e virar o jogo

Eleitorado de Helder Salomão é o mais disposto a trocar de candidato e pode definir o 1º turno

Publicado em 29 de Setembro de 2026 às 17:02

Públicado em 

29 set 2026 às 17:02
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini em debate realizado por A Gazeta e CBN Vitória
Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini em debate realizado por A Gazeta e CBN Vitória Fernando Madeira
A corrida pelo governo do Espírito Santo mostra-se cada vez mais acirrada. O governador Ricardo Ferraço (MDB) e o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) estão tecnicamente empatados, com 33% e 31% das intenções de voto, respectivamente. Isso de acordo com pesquisa Quaest publicada na última sexta-feira (25). 

O dia da votação do primeiro turno (4 de outubro) está batendo à porta e uma eventual mudança de humor do eleitorado nesta reta final pode virar o jogo.

E isso não é improvável, considerando que 37% dos eleitores avaliam mudar de voto.

A volatilidade é maior entre os eleitores de Helder Salomão (PT). O petista está em terceiro lugar, com 12%. E 47% desses dizem que podem mudar de ideia.

Entre os eleitores de Ricardo, 39% podem trocar de candidato. Entre os de Pazolini, 29%.

É um ponto positivo para o ex-prefeito, uma vez que o voto dele é o mais consolidado entre os três.

Mas a eventual movimentação dos eleitores de Helder tem potencial para fazer a diferença.


A escolha dovotoparagovernadorédefinitiva?
Aescolha dovotoparagovernadorédefinitiva? Reprodução/Quaest
E se, após ver o resultado da pesquisa Quaest, parte dos que estão inclinados a votar no petista decidirem, por exemplo, optar por Ricardo já no primeiro turno?

Seria uma espécie de voto útil para barrar Pazolini, que é o candidato apoiado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), arquirrival do PT.

Mas não necessariamente isso ocorreria.

A postura de Ricardo, aliás, torna essa hipótese mais difícil. 

O governador, um homem de centro-direita, não faz acenos ao eleitorado de esquerda e vez ou outra até critica o presidente Lula (PT).

Ricardo não quer entrar em "brigalhada ideológica" e não escolheu um lado na corrida presidencial.

Mas à direita ele já fez acenos, como ao aparecer ao lado de Luciano Hang, o véio da Havan, e ao participar do Café com Pólvora, num clube de tiro em Vila Velha.

Pelo sim e pelo não, a campanha de Helder já está pregando que "voto útil é votar Helder Salomão".

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Num hipotético segundo turno entre Ricardo e Pazolini, os eleitores do PT vão, certamente, ser decisivos.


Em tese, eles tendem a migrar para Ricardo, uma vez que Pazolini, como já citado aqui, é o candidato dos bolsonaristas.

Outro dado da Quaest chama a atenção, porém.

Na comparação entre a pesquisa Quaest publicada em 27 de agosto e a de setembro, o que vemos é que Ricardo perdeu adesão tanto na esquerda lulista quanto na esquerda não lulista.

Entre os lulistas, as intenções de voto do governador passaram de 41% para 35%. E entre os de esquerda não lulista, de 41% para 38%.

Curiosamente, quem mais cresceu nesse segmento foi... Pazolini.

FLÁVIO BOLSONARO "ESCONDIDO"

O republicano também ganhou consideravelmente mais adeptos na direita não bolsonarista. Nesse recorte, subiu de 42% para 53%.

É que Pazolini, até agora, não exibiu a imagem de Flávio na campanha e tampouco cita o aliado espontaneamente em discursos ou entrevistas.

O PL de Magno Malta fez barba, cabelo e bigode na chapa do ex-prefeito, tem a candidata a vice, a bispa Eliane Leal, e a candidata ao Senado Maguinha Malta.

Mas, provavelmente em busca da paz com o eleitorado de centro-direita e para evitar ser rechaçado de pronto pela esquerda, Pazolini deixa Flávio, Magno e Maguinha à margem.

Não podemos dizer que a estratégia não tem dado certo.

Só que isso também não quer dizer que vai ser suficiente para garantir a vitória.

No debate a ser realizado na noite desta terça-feira (29) na TV Gazeta entre os candidatos ao Palácio Anchieta, veremos se as estratégias mudaram.

Eleições 2026

Pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral

A pesquisa Quaest sobre o cenário eleitoral no Espírito Santo, contratada pela TV Gazeta, foi realizada entre os dias 21 e 24 de setembro, com 804 entrevistas. O nível de confiança utilizado é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram realizadas entrevistas pessoais por amostragem com utilização de questionário elaborado conforme os objetivos da pesquisa.

As pessoas foram selecionadas para as entrevistas de acordo com as proporções na população de grupos de idade, sexo, raça/cor, instrução e atividade econômica. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), sob o protocolo ES-01978/2026.

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Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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