Existem candidatos, como é o caso do que me antecedeu (Pazolini), que, por falta de experiência e de conhecimento do que está acontecendo no estado do Espírito Santo, parece que vive num mundo imaginário
Ricardo Ferraço (MDB) Candidato ao governo do ES
"Ele trata o Espírito Santo como se o Espírito Santo tivesse a realidade da nossa querida capital, Vitória. Não. A realidade do Espírito Santo exige muito mais experiência", completou.
As peças da campanha do governador no horário eleitoral e avaliações de aliados dele, nos bastidores, seguem a mesma toada: convencer os eleitores de que a gestão do ex-prefeito não foi assim tão maravilhosa e que, mesmo que tivesse sido, não é possível replicar o modelo para "todos os 78 municípios", como Pazolini gosta de frisar.
O ex-prefeito revidou rapidamente:
A experiência de ter o nome em lista de propina, a experiência de ter o nome em escândalos financeiros, esse tipo de experiência eu não quero (...) Quando eu nasci, o senhor já era vereador
Lorenzo Pazolini (Republicanos) Candidato a governador do ES
Ricardo Ferraço foi vereador em Cachoeiro de Itapemirim, de 1983 a 1988, seu primeiro mandato. Pazolini nasceu em 1982.
O dilema do eleitor é escolher entre um político experiente, conhecido e chancelado pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB), que foi um gestor bem avaliado, e Pazolini, que se apresenta como "o novo", em tese apto a romper com hábitos antigos e oxigenar a política capixaba.
Helder Salomão, experiente, mas não tão tradicional quanto Ricardo, é a terceira opção.
O petista fez pontuações relevantes no debate, como esta, dirigida a Pazolini:
Velha política, candidato? O senhor não pode falar de nova política se o senhor se aliou ao que há de mais velho na política capixaba e na política nacional
Helder Salomão (PT) Candidato a governador do ES
O ex-prefeito aliou-se ao PL dos senadores Magno Malta e Flávio Bolsonaro.
Durante as considerações finais do debate, dirigindo-se diretamente aos eleitores, Ricardo mandou o seguinte recado: "Eu ofereço a minha trajetória de vida, ofereço a minha coragem, ofereço a minha tranquilidade, ofereço a minha experiência para que a gente possa continuar fazendo do Espírito Santo um Estado muito respeitado".
Mas indício não significa, ainda, culpa ou condenação. Falta o Ministério Público e, sobretudo, o Judiciário se pronunciarem.
"Quem é que não se lembra, candidato? O senhor arrancou o microfone da mão da sua ex-vice-prefeita da cidade. Isso é exemplo de um homem público?", questionou Helder.
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