Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Letícia Gonçalves

Desembargadora do ES vira ré no STJ por ofensas em grupo de WhatsApp

Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain é vice-presidente do TRT da 17ª Região e já está afastada das funções por decisão do CNJ

Publicado em 21 de Setembro de 2026 às 13:36

Públicado em 

21 set 2026 às 13:36
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES)
Sede do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, em Vitória Ricardo Medeiros
A desembargadora Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain, vice-presidente do TRT da 17ª Região (ES), agora é ré em ação penal que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Corte Especial do Tribunal recebeu na semana passada, por unanimidade, uma queixa-crime apresentada contra ela.

Quem acionou o Judiciário foram magistrados atacados verbalmente em um grupo de WhatsApp pela desembargadora. 



No grupo, integrado por juízes e desembargadores da Justiça do Trabalho, Chamberlain, por exemplo, chamou um colega de "gentalha" e avisou: "Quando eu for presidente do Tribunal, menina, a direita já tratorou a esquerda toda".

A defesa das pessoas que acionaram o STJ quer que a desembargadora seja condenada pelos crimes de difamação e injúria.

> Quer receber as publicações da coluna Letícia Gonçalves em primeira mão pelo WhatsApp? Clique aqui 

"Foram cinco difamações e seis injúrias. As imputações são graves, acusações sérias contra as vítimas feitas dentro de um grupo com mais de 60 magistrados", afirmou David Metzker, advogado das vítimas.
Mensagem desembargadora Marise CHAMBERLAIN
Mensagens enviadas ao grupo de WhatsApp Amatra-17 Reprodução
"Não foram só comentários pejorativos de teor ideológico. Ela afirmou que as vítimas praticaram condutas que atingem a honra das pessoas", completou.

Relator do caso no STJ, o ministro Og Fernandes ressaltou, durante a sessão da Corte Especial da última quarta-feira (16), que o recebimento da queixa-crime reconhece apenas a presença de indícios para dar início à ação penal, e não representa um julgamento antecipado ou condenação sumária da desembargadora. 

A apuração definitiva será feita ao longo da instrução processual.

A pena máxima para o crime de difamação é de um ano de detenção, além de pagamento de multa. A do crime de injúria simples, de um mês a seis meses.

Via de regra, pessoas eventualmente condenadas por esses crimes cumprem pena em regime aberto, por meio de alternativas como prestação de serviço à comunidade.

Veja Também 

Fachada da sede do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES)

Juiz do ES é condenado por assédio sexual e deve ter aposentadoria cassada

Tribunal de Justiça do Espírito Santo

TJES concede férias-prêmio a juíza punida com aposentadoria compulsória

Se as ocorrências forem somadas (se o STJ entender que vários crimes foram cometidos em momentos distintos) como pretende a defesa das vítimas, o total da pena poderia, em tese, ultrapassar quatro anos, quando o cumprimento ocorre em regime semiaberto. 


Mas isso é pouco provável.

O STJ pode também absolver a desembargadora das acusações constantes na queixa-crime.

Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain está afastada das funções desde julho devido a outro episódio, quando criticou o 1º grau do Judiciário e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O OUTRO LADO

A coluna tentou, nesta segunda-feira (21), contato com o advogado Flávio Pansieri, que atua na defesa da desembargadora, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

Durante a sessão da Corte Especial do STJ a defesa não fez sustentação oral.

Mais colunas de Letícia Gonçalves

Nas eleições 2026, Maguinha Malta não vai além da sombra do pai

Rose declara voto em Caiado e evita escolher entre Lula e Flávio em eventual 2º turno

"CasaRato": Contarato apoia Casagrande e espera reciprocidade

“No dia a dia”: o contido apoio de Casagrande a Lula

Gilvan da Federal está fora das eleições 2026 e já tem substituto no PL

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

O novo episódio do videocast Motor em Pauta abordou as principais novidades do Festival Interlagos 2026.
Motor em Pauta #4: lançamentos em Interlagos 2026 ditam o ritmo do mercado automotivo brasileiro
Wederson foi preso após tentar abusar de menina de 11 anos
Homem se joga em rio após tentar abusar de menina de 11 anos em Vitória
Imagem de destaque
Comece a semana com fé: conheça 3 salmos para pedir proteção

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados