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Letícia Gonçalves

Gilvan da Federal está fora das eleições 2026 e já tem substituto no PL

Vereador de Viana Lucas Stein Casagrande vai entrar no lugar de Gilvan na chapa de candidatos a deputado federal do partido

Publicado em 12 de Setembro de 2026 às 10:38

Públicado em 

12 set 2026 às 10:38
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Gilvan da Federal teve o mandato suspenso pelo Conselho de Ética
Gilvan da Federal teve o mandato suspenso pelo Conselho de Ética Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O deputado federal Gilvan da Federal (PL) está fora da disputa por uma vaga na Câmara. Ele poderia recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após ter o pedido de registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), mas a chance de vitória seria baixa, uma vez que ele já sofreu derrotas no TSE.

Assim, Gilvan desistiu de concorrer. Ele vai ser substituído na chapa de candidatos a deputado federal pelo vereador de Viana Lucas Stein Casagrande, que até então não era candidato a nenhum cargo em 2026.

"Em que pese o fato de que eventual condenação do Deputado Gilvan Aguiar Costa não transitou em julgado, o que por consequência permitiria sua participação nas eleições de outubro vindouro, o mesmo optou por retirar sua candidatura", diz nota da Executiva nacional do Partido Liberal, assinada pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.


O presidente estadual do PL, senador Magno Malta, afirmou que "acata a decisão da Executiva Nacional do Partido Liberal".

A legislação eleitoral permite a substituição de candidatos até o dia 14, ou seja, a próxima segunda-feira.

Gilvan e o PL poderiam se arriscar e manter a candidatura sub judice, enquanto o deputado recorreria ao TSE. 

Mas se o Tribunal decidisse manter o indeferimento do registro, os votos eventualmente destinados a Gilvan seriam anulados. O PL, neste caso, teria um candidato a deputado federal a menos. E logo um dos principais puxadores de voto da chapa.

Gilvan foi condenado pelo próprio TRE por violência política de gênero contra Camila Valadão (PSOL). Ela, hoje deputada estadual, era vereadora de Vitória, tal qual Gilvan, na época dos fatos.

Foi essa condenação que tornou Gilvan inelegível, por decisão do TSE e que, ao final, o levou a ter o pedido de registro de candidatura indeferido pelo TRE-ES.




A decisão do PL, na íntegra

Senhor Presidente,

Ao cumprimentá-lo cordialmente, comunicamos à V. Exa. que foi recepcionado pela Comissão Executiva Nacional do Partido Liberal, o pedido de renúncia à candidatura ao cargo de Deputado Federal nas eleições de 2026, do Deputado GILVAN AGUIAR COSTA, pelo Partido Liberal no Estado do Espírito Santo.

Em que pese o fato de que, eventual condenação do Deputado Gilvan Aguiar Costa, não transitou em julgado, o que por consequência permitiria sua participação nas eleições de outubro vindouro, o mesmo optou por retirar sua candidatura.

Neste sentido, indicou para substituí-lo no pleito eleitoral, como candidato ao cargo de Deputado Federal, pelo Partido Liberal no Estado do Espírito Santo, o Vereador Lucas Stein Casagrande, tendo requerido nesta oportunidade, que diante do seu direito de preferência à utilização do número 2222, nos termos do Artigo 15, parágrafo 1º, da Lei nº 9.504/1997, que este número atribuído a ele fosse destinado ao seu substituto.

Diante da previsão legal de que candidatos anteriores tem direito a manter o mesmo número de urna e ainda, em virtude da peculiaridade do caso concreto, comunico V. Exa. que a Comissão Executiva Nacional do Partido Liberal, nos termos do Artigo 9º, da Resolução Administrativa nº 002/2026, defere a substituição da candidatura do Deputado Gilvan Aguiar da Costa pela candidatura do Vereador Lucas Stein Casagrande, ao cargo de Deputado Federal, devendo ser atribuído o nº 2222 ao candidato, Vereador Lucas Stein Casagrande, nos termos da legislação de regência.

Sendo o que se apresentava para o momento, apresento votos de estima e consideração.

Atenciosamente Valdemar Costa Neto
Presidente Nacional Partido Liberal – PL

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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