O juiz aposentado Carlos Madeira Abad foi condenado em ação penal pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) pelos crimes de importunação sexual e assédio sexual. As penas são de três anos e nove meses de reclusão e dois anos, um mês e 15 dias de detenção, em regime inicial semiaberto.
O juiz também atuava no local, embora fosse titular da 2ª Vara da Infância e Juventude de Linhares.
O julgamento, que ocorreu majoritariamente sob sigilo, levou cerca de dois meses para ser concluído, após pedidos de vista feitos por desembargadores, e teve um desfecho na quinta-feira (11).
Além das penas de reclusão e detenção, o magistrado agora foi condenado à perda do cargo, o que leva à cassação da aposentadoria.
De acordo com o Portal da Transparência do TJES, Carlos Madeira Abad recebeu R$ 34.911,55 brutos em abril, somando-se a remuneração da aposentadoria, vantagens eventuais e vantagens pessoais.
No julgamento da ação penal, prevaleceu o voto da relatora, desembargadora Marianne Júdice de Mattos.