Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Letícia Gonçalves

Juiz do ES é condenado por assédio sexual e deve ter aposentadoria cassada

Magistrado recebeu R$ 34,9 mil brutos em abril. A defesa vai recorrer da decisão do TJES

Publicado em 12 de Junho de 2026 às 08:33

Públicado em 

12 jun 2026 às 08:33
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Juiz Carlos Madeira Abad
Juiz aposentado Carlos Madeira Abad Cacá Lima/Arquivo
O juiz aposentado Carlos Madeira Abad foi condenado em ação penal pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) pelos crimes de importunação sexual e assédio sexual. As penas são de três anos e nove meses de reclusão e dois anos, um mês e 15 dias de detenção, em regime inicial semiaberto.

Abad foi denunciado pelo Ministério Público (MPES) por assediar sexualmente mulheres, em sua maioria estagiárias, que trabalhavam no Centro Integrado de Atendimento Socioeducativo da Grande Vitória (Ciase).  

O juiz também atuava no local, embora fosse titular da 2ª Vara da Infância e Juventude de Linhares.

O julgamento, que ocorreu majoritariamente sob sigilo, levou cerca de dois meses para ser concluído, após pedidos de vista feitos por desembargadores, e teve um desfecho na quinta-feira (11). 

O sigilo também havia sido imposto ao Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que condenou Abad à aposentadoria compulsória em 2024. É uma forma de proteger as vítimas.

Além das penas de reclusão e detenção, o magistrado agora foi condenado à perda do cargo, o que leva à cassação da aposentadoria. 

De acordo com o Portal da Transparência do TJES, Carlos Madeira Abad recebeu R$ 34.911,55 brutos em abril, somando-se a remuneração da aposentadoria, vantagens eventuais e vantagens pessoais.

No julgamento da ação penal, prevaleceu o voto da relatora, desembargadora Marianne Júdice de Mattos. 


O que diz a defesa


A advogada Beatriz Aoun, que faz a defesa do magistrado aposentado, respeita a decisão do tribunal, mas irá recorrer, uma vez que há diversos aspectos fáticos e jurídicos que demandam reanálise. 

Parte das acusações já foi afastada. A defesa trabalhará para que as demais também sejam.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Perdão judicial, quando o Direito reconhece que punir já não faz sentido
Caso aconteceu na altura do km 215 da BR-101
Moto furtada em MG é recuperada depois de 8 anos na BR 101 em Ibiraçu
Caso foi investigado pela delegacia de Ibatiba
Suspeito de tentar matar ex-mulher é preso em lavoura de café em Ibitirama

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados