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Letícia Gonçalves

“No dia a dia”: o contido apoio de Casagrande a Lula

Ex-governador não tem participado de atos em prol do petista. "Não vamos pressioná-lo", afirmou o coordenador da campanha do presidente no ES

Publicado em 14 de Setembro de 2026 às 18:36

Públicado em 

14 set 2026 às 18:36
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Casagrande com presidente Lula em Brasília (2024)
Renato Casagrande e Lula, em 2024 Foto: Ricardo Stuckert/PR
Candidato ao Senado, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) deixou bem claro, desde o final de julho, que o nome que apoia na disputa pela Presidência da República é o do presidente Lula (PT). Na ocasião, ele lembrou que o vice do petista, Geraldo Alckmin, é do PSB, mas não teceu muitos comentários a respeito dos predicados de Lula para ser reconduzido ao cargo. 

De lá para cá, o ex-governador também não participou de atos pró-Lula. O comportamento é similar ao adotado pelo socialista em 2022, quando disputou a reeleição ao Palácio Anchieta e declarou voto no petista, mas não se engajou na campanha. 

Aliás, em 2022, Casagrande até deixou rolar o extraoficial voto CasaNaro, ou seja, dos que optaram por votar em Casagrande para o governo e Jair Bolsonaro (PL) para o Palácio do Planalto.

Durante sabatina realizada por A Gazeta e Rádio CBN Vitória, nesta segunda-feira (14), o ex-governador afirmou que faz campanha "no dia a dia" para os candidatos que endossa, "não num ato, um grande evento".

Não se mostrou um cabo eleitoral entusiasmado quando o assunto é Lula.

Nem deu certeza se participaria de um eventual ato de campanha que contasse com a presença do presidente da República no Espírito Santo: "Isso vai depender das agendas. Vamos ver como é que vão se comportar as agendas nesse tempo".

Não há previsão de Lula vir ao estado.

Casagrande também ressaltou, durante a sabatina, que está "numa coligação ampla, que não tem só um candidato a presidente da República".

Nove partidos compõem a coligação "Agora é o futuro". Entre esses, PSB e PDT estão no palanque de Lula; o Agir apoia Augusto Cury (Avante) e os demais estão neutros: MDB, Podemos, PSDB, Cidadania, União Brasil e Progressistas.

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Mas alguns dos apoiadores de Casagrande filiados a siglas adeptas da neutralidade já escolheram um lado. É que esses partidos não impedem as manifestações individuais de seus membros, embora não adotem uma posição oficial.

O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, que é presidente estadual do MDB, por exemplo, afirmou à coluna que a tendência é ir de voto RicaNaro. Votar em Ricardo Ferraço (MDB) para governador e Flávio Bolsonaro (PL) para presidente.

Euclério é também um aliado de primeira hora de Casagrande.

O ex-governador, assim como em 2022, equilibra-se nos braços de apoiadores que representam diversos matizes políticos e ideológicos.

Para não desagradar a parte da própria base, não é enfático no apoio a Lula.

Sem contar que, de acordo com a última pesquisa Quaest contratada pela TV Gazeta, Flávio tem um percentual de intenções de voto maior que o de Lula entre eleitores do Espírito Santo.

O Partido dos Trabalhadores tem como prioridade reeleger o senador Fabiano Contarato, mas como há duas vagas de senador em disputa em 2026, a orientação da sigla é que os eleitores optem pelo ex-governador como segundo voto.

A logística da campanha de Lula no estado é coordenada pelo ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim Carlos Casteglione.

O PT espera a participação do Casagrande (na campanha de Lula), mas não vamos pressioná-lo

Carlos Casteglione (PT) Coordenador logístico da campanha de Lula no ES

Casteglione ressaltou que, até agora, não houve um ato voltado apenas para pedir votos em prol de Lula.

As ações são como a realizada na última sexta-feira (11) no Centro de Vitória, do "Time do Lula", encabeçado pelo candidato ao governo Helder Salomão (PT) e por Contarato.

Casagrande, por sua vez, apoia Ricardo Ferraço para o governo e Rose de Freitas (MDB) como segundo nome ao Senado.

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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