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Letícia Gonçalves

A guerra pela "paz" entre os candidatos ao governo do ES

Até o slogan de Lorenzo Pazolini entrou na dança

Publicado em 25 de Setembro de 2026 às 15:45

Públicado em 

25 set 2026 às 15:45
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Debate CBN e A Gazeta com os candidatos ao governo do ES, Lorenzo Pazolini, Helder Salomão e Ricardo Ferraço
O tom das campanhas de Lorenzo Pazolini, Helder Salomão e Ricardo Ferraço subiu Fernando Madeira
Quem prestou um pouco de atenção nas peças de campanha ou nos discursos do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) deve ter reparado que uma das palavras que ele mais fala é "paz". 

O slogan é "Tempo de paz", com algumas variações. As três letras, como se pode notar, compõem o início do sobrenome do candidato.

A corrida pelo governo do Espírito Santo está acirrada entre Pazolini e o governador Ricardo Ferraço (MDB), que disputa a reeleição. 

Se no começo da campanha os dois expuseram os próprios feitos e trajetórias, nos últimos dias, na reta final para o primeiro turno das eleições 2026, passaram a distribuir alfinetadas nos adversários.

No horário eleitoral exibido na TV na tarde desta sexta-feira (25), Ricardo até entrou na disputa pela "paz".

Após um vídeo sobre cursos do Qualificar ES Mulher, um programa do governo estadual, o governador afirmou:

"Reconhecer e valorizar o papel das mulheres em nossa sociedade é mais que nosso dever como governante, é investir num futuro mais justo, seguro e produtivo para todas as pessoas".

"Isso que é paz e tranquilidade para valer", completou.

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Pazolini, por sua vez, exibiu o mesmo programa que foi ao ar no horário eleitoral na última quarta-feira.

Em dado momento, uma eleitora pergunta: 

"Ter paz é saber que tem alguém que olha por nós".
 
Quem seria? Deus? Nossa Senhora Aparecida?

A própria eleitora completa:

"Pazolini".

A "paz" foi citada outras vezes também.

Mas não é só essa expressão, obviamente, que está em jogo.

É toda uma narrativa.

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O ponto central da campanha do ex-prefeito, além de criticar a atual gestão estadual, é prometer "fazer pelos 78 municípios" do Espírito Santo o que foi feito na Capital.

Ricardo, por sua vez, rebate que não é possível comparar as realidades de Vitória com as de outras cidades capixabas, pois são bem diferentes.

Esses pontos de vista divergentes foram abordados por Pazolini e Ricardo também durante o debate realizado por A Gazeta e Rádio CBN Vitória, na última terça-feira (22).


Pazolini é chamado de "inexperiente" por Ricardo, que por sua vez ganhou a pecha de "velha política". 

O emedebista exerceu o primeiro mandato, como vereador de Cachoeiro de Itapemirim, de 1983 a 1988. Ou seja, tem ao menos 43 anos de vida pública.

Correndo por fora, Helder Salomão (PT) critica os outros dois, mas tem centrado as críticas mais ácidas no republicano.

Mais uma vez, no horário eleitoral desta sexta o petista reprovou a qualidade do atendimento nas unidades de Pronto Atendimento de Vitória e mostrou graficamente, com um efeito de animação, Pazolini como "marionete" do senador Magno Malta (PL).

O PL-ES é presidido por Magno, que indicou a vice de Pazolini, Eliane Leal (PL), e obteve o apoio do ex-prefeito à candidatura ao Senado de Maguinha Malta (PL).

O tom das campanhas dos candidatos ao Palácio Anchieta, até pouco antes do dia 7 de setembro, estava meio monocórdico, com "paz" até demais. 

Agora, as coisas estão mais animadas. 

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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