O Democrata35, antigo PMB (não confundir com o antigo DEM) é uma sigla de pouca expressão, mas seria um desfalque no palanque do republicano.
Na manhã deste sábado (15), contudo, foi anunciada a reconciliação: "Essa reconciliação não anula a identidade de cada legenda, mas soma forças para a construção de uma convergência sólida, capaz de oferecer soluções reais para a população do nosso estado", diz nota assinada pela direção estadual do Democrata35.
Abraçar Magno de corpo e alma, por si só, envolve outras escolhas e renúncias.
A vice do PL tem um perfil bem voltado à extrema direita, parecido com o do senador e de Maguinha.
Pazolini, assim, finca mais o pé no eleitorado ultraconservador e se afasta dos eleitores de centro e centro-direita.
Mas Pazolini tampouco se opôs, de pronto, ao discurso antivacina de Magno, por exemplo.
DISPUTA INTERNA
Ricardo Ferraço, por sua vez, tem um palanque amplo, mas a federação União Progressista é a aliada mais robusta, em termos de estrutura, verba do fundo eleitoral e chapas completas de candidatos a deputado federal e estadual.
PP e União Brasil, ao firmar a parceria com o emedebista, deixaram evidente que faziam questão de uma vaga na chapa majoritária (vice ou Senado).
Por fim, exigiram a vice. Os nomes apresentados pela federação a Ricardo não agradaram, inicialmente, à maioria dos integrantes da aliança.
Após um período de tensão e disputa interna, chegou-se ao consenso da escolha de Camillo Neves.
Prefeitos aliados a Ricardo preferiam alguém que tivesse mais densidade eleitoral na Grande Vitória, como o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT),
mas este descartou a ideia.
O governador não teve muitas opções também, considerando que deveria apontar alguém da federação.
E escolheu o pouco conhecido Camillo. O vereador não desponta, hoje, como possível candidato ao governo em 2030, ao contrário dos cálculos feitos por aliados de Ricardo a respeito de Vidigal.
Isso ajudou a formar o consenso.
Camillo "rejuvenesce" a chapa. Ricardo tem 62 anos. O parlamentar, 34.
Mas não contempla o eleitorado feminino como, em tese, a pastora Eliane Leal pode fazer por Pazolini.