O metrô de superfície, ou Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ganhou ares folclóricos no Espírito Santo desde que a ideia de implantá-lo em Vitória foi proposta por João Coser (PT), no início dos anos 2000. O projeto não saiu do papel, uma vez que não foi abraçado pelo governo estadual. De lá para cá, o metrô de superfície é lembrado quase como uma iniciativa mirabolante, à margem do debate sobre sua viabilidade ou inviabilidade.
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"Olha o que foi apresentado e não teve seguimento. Não vou fazer juízo de valor aqui, mas vamos lá: à época, foi apresentado o metrô de superfície, por um candidato a prefeito (de Vitória, João Coser), mas não vingou porque o governo do estado não abraçou a ideia. Depois, o então governador Paulo Hartung apresentou o túnel subaquático ligando Vitória e Vila Velha, o que até hoje ficou só no estudo. Casagrande assumiu e apresentou o projeto da Quarta Ponte. O estudo foi feito, inclusive estava alinhado para ser executado. Foi abandonado também."
"De fato, hoje, nenhum candidato que for eleito tem o que executar no Espírito Santo. Não houve continuidade dos projetos. Os projetos de mobilidade urbana foram tratados como projetos de governo. Nós precisamos sair dessa ideia de projeto de governo (e passar) para projeto de Estado", afirmou o candidato do PT ao Palácio Anchieta.
"Não sei se vocês conhecem esse estudo, mas o BNDES fez um estudo em algumas regiões metropolitanas do Brasil e disse que no Espírito Santo, na região metropolitana da Grande Vitória, há viabilidade para conjugar veículos leves com BRT. Esse é um estudo que nós precisamos aprofundar", destacou Helder.
Qualquer candidato que prometer que vai executar uma dessas obras estará mentindo para a população capixaba. Não estou dizendo que vou implementar (o metrô de superfície). O estudo vai dizer se é viável econômica e financeiramente
Helder Salomão (PT) Candidato ao governo do Espírito Santo
"Um projeto como esse depende de financiamento do governo federal, do Banco Mundial, de organismos internacionais. Não tem dinheiro no Espírito Santo para fazer. Se a gente pegasse todo o dinheiro do Fundo Soberano hoje, claro que não vamos fazer isso com o dinheiro do Fundo Soberano, mas não daria nem para começar o projeto", cravou.
O plano de Helder Salomão no eixo Mobilidade Urbana, Infraestrutura, Habitação e Saneamento
- Criar Comitê de Mobilidade Urbana com governo estadual, instituições
de ensino e pesquisa, municípios e sociedade civil, para planejar,
projetar e monitorar a execução de soluções de mobilidade urbana
- Retomar os estudos que tratam da defesa dos interesses públicos e
que requalifiquem o espaço urbano, melhorando a circulação, com
foco na melhoria da eficiência do sistema de transporte coletivo.
- Aprofundar o estudo do Banco Nacional do Desenvolvimento
(BNDES), que considerou a viabilidade da implantação de projetos de
corredores de BRT, além de transporte público de alta capacidade, tipo VLT ou similares para serem implantados nas próximas décadas.
- Desenvolver o Plano Integrado de Mobilidade Metropolitano, com
a participação de especialistas, empresários, trabalhadores e
sociedade organizada.
- Realizar estudos técnicos para constituir fontes extra tarifárias de financiamento do transporte coletivo, em conformidade com o novo marco legal (Lei 15.432/2026) avaliando a viabilidade da implantação , da Tarifa Zero, alinhados aos estudos em curso no âmbito do Governo Federal e o Ministério Público de Contas (MPContas) do Espírito Santo.
- Instituir o Programa Capixaba de Transição Energética no Transporte
Público com o objetivo de corrigir a rota da transição do transporte
no Espírito Santo, que fortalece o individual e o privado sem a
consolidação de uma estratégia pública de transição no transporte
coletivo.
- Criar programas e ações educativas visando a redução da violência
no trânsito.
- Apoiar a implantação de unidades habitacionais populares em parceria
com movimentos e entidades sociais que lutam pelo direito à moradia,
bem como com financiamento do Programa Minha Casa, Minha Vida,
do Governo Federal.
- Revisar o Programa Habitacional do Estado (PHSES) como facilitador
de construção e melhorias em moradias, com subsídio para aquisição
de material e oferta de formação de mão de obra.
- Fortalecer o saneamento público de qualidade por meio da Cesan
e demais operadoras, e ampliar os mecanismos que garantam a
segurança hídrica para o abastecimento humano e a produção
agropecuária, principalmente para os pequenos e médios produtores
rurais.
- Avançar no cumprimento das metas do Plano Nacional de Saneamento,
ampliando a oferta de serviços em todo o estado, tendo como
prioridade a zona rural.
- Garantir ações de contenção e drenagem para prevenção e controle
de enchentes, alagamentos e inundações.
- Fortalecer, valorizar e ampliar os recursos financeiros e humanos
para garantir presença e atuação da Defesa Civil Estadual, bem como
apoiar estruturação das defesas nos municípios.
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