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Letícia Gonçalves

Centrão no ES: Republicanos apoia Flávio e federação veta Lula

Liberados por Brasília, partidos dividem a política capixaba entre a aliança com o PL de Flávio e o pragmatismo do veto a Lula

Publicado em 13 de Agosto de 2026 às 14:44

Públicado em 

13 ago 2026 às 14:44
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro
Presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado
A direção nacional da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, optou pela neutralidade na disputa pela Presidência da República, ou seja, não apoia Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) nem qualquer candidato ao Palácio do Planalto. O Republicanos seguiu pelo mesmo caminho.

Os diretórios estaduais desses partidos, porém, estão livres para escolher um lado. 

No Espírito Santo, o Republicanos, legenda do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini, aderiu ao palanque de Flávio.

O próprio Pazolini já declarou apoio ao filho de Jair e vice-versa. O ex-prefeito é candidato ao governo estadual e vai coligar com o PL.

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A União Progressista, por sua vez, está no palanque do governador Ricardo Ferraço (MDB), candidato à reeleição, que não apoia nem Lula nem Flávio.

A federação, no estado, adotou uma posição curiosa. Não declarou apoio abertamente a nenhum candidato à Presidência da República, mas vetou Lula.

"Não acreditamos no governo que aí está. Essa federação não apoia Lula e não estaremos ao lado desses que têm o compromisso com o desastre do nosso país", afirmou o presidente estadual da União Progressista, o deputado federal Da Vitória, durante a convenção estadual da federação, no último dia 5.

Enquanto isso, em cima do palco e próximo a Da Vitória estava o ex-governador Renato Casagrande (PSB), candidato ao Senado e apoiador de Lula.

Em 2022, PP e Republicanos coligaram com o PL e trabalharam pela reeleição de Jair Bolsonaro, que acabou derrotado.

O União Brasil, que ainda não estava federado com o PP, lançou Soraya Thronicke na disputa naquele ano.

Agora, a mera neutralidade da federação e do Republicanos, nacionalmente, já beneficia Lula.

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Sem esses partidos na coligação, Flávio Bolsonaro deixa de ganhar mais tempo de exibição no horário eleitoral gratuito e cabos eleitorais Brasil afora. 

O fato de os diretórios estaduais terem sido liberados ainda possibilitou a Lula receber apoio em locais em que não teria, caso essas siglas coligassem com o PL.

CENTRÃO

União, PP e Republicanos integram o chamado Centrão que, via de regra, está do lado que tem mais chances de vencer.

As siglas que compõem esse grupo não têm amarras ideológicas e tampouco o pudor de contradições.

Tanto que PP, União e Republicanos, embora estivessem contra Lula em 2022, não se fizeram de rogados e logo assumiram ministérios no governo petista.

O fato de, desta vez, não terem escolhido endossar um candidato a presidente mostra que a corrida está mesmo muito acirrada.

Mas, como já explicitado neste texto, quem mais perde com isso é Flávio Bolsonaro. 

Levantamento do jornal O Globo mostra que entre os diretórios estaduais da União Progressista e do Republicanos, 25 imitaram as cúpulas nacionais e ficaram neutros; 16 estão com Flávio e 11, com Lula.

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Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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