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PGJ

Potencial candidata à chefia do MPES decide não entrar na disputa

Eleição para formação da lista tríplice será realizada em março. Caberá ao governador Renato Casagrande escolher quem vai comandar a instituição

Publicado em 12 de Janeiro de 2026 às 14:44

Públicado em 

12 jan 2026 às 14:44
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

MPES
Sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
Uma das principais potenciais concorrentes do procurador-geral de Justiça Francisco Berdeal, a promotora de Justiça Maria Clara Mendonça Perim decidiu não disputar o comando do Ministério Público Estadual (MPES). Ao menos não em 2026.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (12), ela citou "razões pessoais e estratégicas" e anunciou que não vai se inscrever como candidata à lista tríplice. 
As inscrições começam no dia 19 e seguem até 26 de janeiro. No dia 6 de março, promotores e procuradores devem eleger até três nomes, que vão compor a lista.
Caberá ao governador Renato Casagrande (PSB) escolher, entre esses três, quem vai chefiar o MPES pelos próximos dois anos.
Berdeal vai em busca do segundo mandato e é considerado o favorito por ter relação próxima com o chefe do Executivo estadual.
Nos bastidores, a decisão de Maria Clara Mendonça Perim de não disputar é considerada estratégica no sentido de não se desgastar numa corrida em que o atual procurador-geral deve ter uma vantagem decisiva. Trata-se do poder da caneta do chefe do Executivo estadual.
É que mesmo se, hipoteticamente, Francisco Berdeal ficasse em terceiro lugar na preferência dos membros do MPES, muito provavelmente seria reconduzido por Casagrande ao cargo.
A ideia, de acordo com aliados da promotora, é poupar esforços, por enquanto, e voltar à disputa no próximo pleito.
"Quero expressar que minha posição e energia continuam baseadas na consciência de que as instituições precisam oxigenar suas lideranças para garantir entusiasmo, criatividade e eficiência", diz trecho da nota assinada por Maria Clara.
A promotora de Justiça nunca havia dito que disputaria o pleito de 2026, mas havia expectativa de que ela participasse pelo fato de ter concorrido em 2024, quando entrou na lista tríplice.
CONCORRENTES
O caminho, porém, pode não estar totalmente livre para Berdeal.
Em março de 2024, quando foi realizado o último pleito, a lista tríplice eleita foi a seguinte:
  • Pedro Ivo de Sousa – 146 votos
  • Francisco Martínez Berdeal – 132 votos
  • Maria Clara Mendonça Perim – 97 votos
Berdeal, apoiado pela então procuradora-geral, Luciana Andrade, foi escolhido por Casagrande.
O promotor Marcello Souza Queiroz ficou em quarto lugar, na ocasião, com 82 votos. O também promotor Danilo Raposo Lírio  ficou em quinto, com 64 votos.
Agora, Pedro Ivo e Danilo Raposo são lembrados como possíveis candidatos novamente.
Os dois, entretanto, não responderam se vão mesmo participar do pleito.
Marcello Queiroz, por sua vez, já afirmou à coluna que não vai se inscrever.

A nota da promotora Maria Clara Mendonça Perim

A eleição para a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) é um momento muito especial para o Ministério Público Estadual, porque define seu direcionamento e atuação funcional nos próximos dois anos. 

Apesar de reconhecer a importância de participação democrática nas eleições do MPES, neste processo atual, por razões pessoais e estratégicas, decidi não submeter o meu nome à formação da lista, como fiz em pleito passado. 

Quero expressar que minha posição e energia continuam baseadas na consciência de que as instituições precisam oxigenar suas lideranças para garantir entusiasmo, criatividade e eficiência. 

Reforço o meu compromisso com a profissão que abracei há mais de 20 anos e com o projeto institucional cujo valor central é um Ministério Público protagonista, a partir de uma governança interna que valoriza a atividade fim nas Promotorias e Procuradorias de Justiça. 

O projeto de um Ministério Público voltado para a sua vocação na defesa de direitos tem sido construído com muitas mãos e abraça valores e apoios internos e externos plurais, democráticos e permanentes. Seguimos juntos trabalhando por independência, transparência e pelas missões institucionais do MPES.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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