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Partido de Hartung não bate martelo com Pazolini e mantém diálogo com Casagrande

Presidente estadual do PSD,  Renzo Vasconcelos afirmou que o presidente nacional, Gilberto Kassab, liberou a sigla para coligar com qualquer legenda no ES

Vitória
Publicado em 06/03/2026 às 15h25
O prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos
O prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos. Crédito: Fernando Madeira

Até recentemente, tudo indicava que o PSD estava com os dois pés no palanque do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), pré-candidato ao governo do Espírito Santo. Nem mesmo pessoas próximas ao governador Renato Casagrande (PSB) e ao vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) acreditavam que o partido poderia mudar o curso e ficar ao lado dos casagrandistas/ricardistas.

"Se fosse só pelo Renzo (Vasconcelos, presidente estadual do PSD), até poderia ser. Mas o PSD é o partido do Hartung, então não imaginamos que ficaria conosco", admitiu um palaciano.

O ex-governador Paulo Hartung não é aliado do atual chefe do Executivo e do vice, muito ao contrário.

Mas, nesta sexta-feira (6), Renzo, prefeito de Colatina, afirmou à coluna que o PSD não bateu o martelo sobre coligar com o partido de Pazolini:

"Não está batido o martelo sobre coligação com ninguém. O PSD está liberado pelo Kassab a coligar com qualquer partido e eu preciso de ajuda para montar as chapas (de candidatos a deputado federal e estadual). Sou presidente de um partido e tenho a missão de fazer o partido ficar grande no âmbito estadual, como já é em âmbito nacional".

Renzo esteve com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em São Paulo, na quinta-feira (5).

Já nesta sexta mostrou o registro de uma ligação no celular com Ricardo Ferraço, conversa que manteve minutos antes, para atestar a boa relação com o governo estadual.

"Não tenho problema de diálogo com ninguém. As pessoas que criam uma expectativa ou uma desavença."

Pouco depois, Renzo participou de uma agenda com Casagrande em Colatina. O evento, coordenado pelo Ministério da Saúde, contou com as presenças do ministro Alexandre Padilha e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

O clima foi formal, mas cortês, diferentemente do que ocorreu no último dia 21, quando o prefeito não apareceu na assinatura de uma ordem de serviço de Casagrande na cidade.

Enquanto isso, uma foto ao lado de Pazolini e do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), um dia antes, marcou a aproximação de Renzo com o grupo adversário dos casagrandistas.

Arnaldinho, Renzo Vasconcelos, Lívia Vasconcelos, Lorenzo Pazolini e Erick Musso
Arnaldinho, Renzo Vasconcelos, Lívia Vasconcelos, Lorenzo Pazolini e Erick Musso, no dia 20 de fevereiro. Crédito: Instagram/@renzo.vasconcelos

Na ocasião, Renzo não declarou apoio abertamente ao prefeito da Capital, mas ressaltou que "uma foto fala mais que mil palavras".

Para completar, ainda afirmou à coluna, na ocasião, que o governo Casagrande não investiu o suficiente em Colatina. Culpou o secretário de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi (MDB), que rebateu dizendo que há cerca de R$ 1 bilhão em investimentos estaduais na cidade e que não se opôs a isso.

O que ocorreu nesta sexta foi totalmente diferente. Não que Renzo e Guerino tenham selado a paz, eles continuam sendo adversários políticos.

Mas em relação ao governo Casagrande, parecia que Renzo tinha fechado as portas, apesar de ter dito que não faria isso. Agora, ele retomou ao menos as conversas institucionais.

O prefeito mencionou e agradeceu nominalmente a Casagrande ao discursar. O governador também citou o nome dele.

Ao falar, na entrevista à coluna, que precisa de ajuda para montar chapas, Renzo pode ter revelado o X da questão. Nos bastidores, o Republicanos de Pazolini também tentou, ou tenta, ajudar nisso. Mas o Palácio — ou seja, Casagrande e Ricardo — têm mais bala na agulha para tal, já que a aliança casagrandista, hoje, é mais ampla que a pazolinista.

O prefeito de Colatina, porém, pode estar apenas voltando a atuar como antes do entrevero do dia 21, ao se equilibrar entre dois grupos políticos.

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