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Eleições 2022

"O Espírito Santo virou ninho do bolsonarismo", diz presidente estadual do PCdoB

Neto Barros discursou na convenção realizada em conjunto com PT e PV. Petistas acreditam na vitória do ex-presidente Lula no estado

Publicado em 05 de Agosto de 2022 às 02:10

Públicado em 

05 ago 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

O presidente estadual do PCdoB, Neto Barros, discursa durante convenção da federação Brasil da Esperança
O presidente estadual do PCdoB, Neto Barros, discursa durante convenção da federação Brasil da Esperança Crédito: Letícia Gonçalves
O PCdoB, assim como o PV, está federado com o PT. Os partidos vão funcionar como um só por quatro anos e a convenção que homologou as candidaturas das siglas, na noite desta quinta-feira (4), também foi conjunta.
Ao discursar, o presidente estadual do PCdoB, Neto Barros, que é ex-prefeito de Baixo Guandu, fez um prognóstico para a militância:
"O Espírito Santo, que elegeu o primeiro governador negro do país (Albuíno Azeredo, eleito em 1990), infelizmente virou uma espécie de ninho do bolsonarismo".
"A coisa está feia. Nos municípios pequenos (principalmente). Na Grande Vitória é que tem alguma vantagem (para o ex-presidente Lula, do PT, na corrida presidencial). Não pensem que será fácil", alertou.
Os três partidos, além de trabalharem pela eleição de Lula, chancelaram, na convenção, o endosso ao governador Renato Casagrande (PSB) e à senadora Rose de Freitas (MDB), que disputam a reeleição.
"Do lado de lá  (adversários de Casagrande) é a direita ou a extrema direita, que tenta chegar ao Palácio Anchieta colando a imagem ao Bolsonaro", criticou Barros.
"No Senado o cenário não anda nada bonito. A única candidata do campo democrático é Rose de Freitas. Ninguém quer ver o Senado piorado", complementou.
As menções a Casagrande e Rose, durante a convenção, provocaram algumas palmas, mas somente o nome de Lula realmente empolgou a plateia.
O deputado federal Helder Salomão, candidato à reeleição pelo PT, tem uma avaliação mais positiva que a do presidente estadual do PCdoB. 
Para ele, o cenário no Espírito Santo é favorável ao ex-presidente da República, principalmente nas regiões Norte e Noroeste. Sul e Serrana, ainda de acordo com ele, são mais bolsonaristas. E a Grande Vitória se divide, com Vitória e Vila Velha mostrando ligeira preferência por Jair Bolsonaro (PL).
A confiança na força do petista no estado é tanta que o deputado contou, entusiasmado, que vai adotar o mote elaborado pelo pelo marqueteiro de Lula, Sidônio Palmeira, na campanha: "Sou do time do Lula".
Se aliados de Bolsonaro colam a imagem à do presidente, os candidatos a deputado petistas vão fazer o mesmo em relação ao ex-presidente. 
"É um conceito de campanha, vai estar na boca de todos os candidatos que quiserem, já tem a vinheta pronta", adiantou Helder. "A ideia é potencializar votos para a Câmara e para as Assembleias", explicou.
Na convenção, foi exibido um vídeo da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, em que ela agradeceu ao "apoio e à compreensão" do senador Fabiano Contarato (PT), retirado da corrida pelo governo do estado.
"Vamos com Casagrande e com Rose de Freitas", exaltou. E arrematou: "Tenho certeza que Lula vai ganhar no Espírito Santo".
Contarato não compareceu à convenção. De acordo com a assessoria do senador, ele estava em São Paulo, em agenda com o próprio Lula.
Em setembro, de acordo com a presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, o candidato do partido ao Palácio do Planalto deve vir ao Espírito Santo.
Pesquisa divulgada no início de maio, realizada pelo Ipec, mostrou vantagem do ex-presidente sobre Bolsonaro no estado.
O chefe do Executivo federal, entretanto, tem uma base resiliente de apoiadores. Alguns deles participaram de uma motociata na Terceira Ponte, no último dia 23, para saudar aquele que chamam de "mito".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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