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Eleições 2022

Guerino Zanon: do bigode a outras marcas na disputa pelo governo do ES

Em entrevista à coluna, ex-prefeito de Linhares mostrou as armas que pretende usar na campanha

Publicado em 03 de Junho de 2022 às 02:10

Públicado em 

03 jun 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon
Ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon Crédito: Facebook/Guerino Zanon
O ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PSD) colocou o bloco na rua e acelerou a pré-campanha para o governo do estado. Em entrevista para a coluna na manhã desta quinta-feira (2), a primeira como pré-candidato, ele deixou transparecer as armas que pretende usar para chegar ao Palácio Anchieta e a marca da campanha, além do indefectível bigode.
Criticar o governo Renato Casagrande (PSB) é a estratégia óbvia de um candidato de oposição. Mas Guerino não apenas imprimiu críticas pontuais como fez questão de ressaltar que o governo "é socialista". O partido de Casagrande tem socialista no nome.
E ainda mencionou "o comunista Nésio" para se referir ao secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, que é filiado ao PCdoB.
Ou seja, além de apontar o que considera falhas do governo, Guerino quer se mostrar como o opositor dos "socialistas" ou "comunistas", entoando um mantra bolsonarista que apela ao medo da "ameaça comunista" para angariar adeptos.
O quanto o PSB ou outras siglas são socialistas ou comunistas e o que significa isso são apenas detalhes.
Guerino se apresentou como conservador, descartou votar no ex-presidente Lula (PT) para a Presidência da República e elogiou o presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ex-prefeito aposta, assim, no conservadorismo do eleitor do Espírito Santo. A jogada pode ser arriscada porque do lado bolsonarista há um pré-candidato mais evidente, o ex-deputado federal Carlos Manato (PL).
Manato apareceu com 11% das intenções de voto em pesquisa Ipec divulgada em maio. Guerino, com 5%.
Além disso, a pesquisa mostrou Lula à frente na preferência do eleitorado capixaba. O petista teve 45% e Bolsonaro, 32%.
Outro petista e também pré-candidato ao governo do estado, o senador Fabiano Contarato recebeu 11% das menções, empatado com Manato.
Mas Guerino não quer apenas falar do governo Casagrande. Ele ressaltou, por várias vezes, a gestão que fez em Linhares. Eleito prefeito cinco vezes, é de se supor que a administração dele foi bem avaliada pelos moradores da cidade.
Para contrapor o fato de ser mais conhecido na região Norte do que na Grande Vitória, o ex-prefeito avaliou que "o case de sucesso" de Linhares vai abrir as portas para ele na região metropolitana.
Outro ponto que chama a atenção na entrevista é a defesa enfática do governo Paulo Hartung (sem partido). Guerino é aliado do ex-governador, mas diz que não foi incentivado por ele a disputar.
No PSD, além do ex-prefeito de Linhares, estão outros aliados históricos de Hartung, como o ex-secretário da Casa Civil José Carlos da Fonseca Júnior e o ex-vice-governador César Colnago.
Por falar em Colnago, inicialmente o ex-tucano cogitou disputar o governo, concorrendo internamente com Guerino no PSD. Depois, desistiu e afirmou que deve disputar o Senado.
Guerino, por sua vez, pontuou que as vagas de vice e de candidato ao Senado na chapa vão ficar em aberto, para que esses espaços sejam oferecidos a outros partidos. 
A bem da verdade, quando Colnago disse à coluna, em primeira mão, no dia 9 de maio, que iria "potencialmente" disputar o Senado, ele frisou que tinha até julho para viabilizar a empreitada.
O caminho pode ser interrompido antes. Colnago reafirmou à coluna, nesta quinta à tarde, que é pré-candidato ao Senado e que, até onde ele mesmo sabia, ainda presidia a legenda no estado. Àquela altura, no entanto, o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já informava que o presidente passou a ser Neivaldo Bragato, outro aliado de Hartung.
Voltando ao governo Casagrande, o ex-prefeito de Linhares diz que a gestão é mal avaliada, o que apontam pesquisas às quais ele teve acesso e conversas com as pessoas nas ruas.
A pesquisa Ipec mostrou, no entanto, que o governo é avaliado como bom ou ótimo por 47% dos eleitores.
As críticas à gestão, não apenas partindo de Guerino, devem se acirrar durante a campanha e esse percentual pode cair.
Mas Casagrande, hoje, leva vantagem. Ele apareceu com 42% das intenções estimuladas de voto no Ipec. Tem a máquina na mão e a visibilidade que o cargo proporciona.
Guerino, por outro lado, não perde nada ao concorrer ao Palácio. Em Linhares já atingiu, cinco vezes, o cargo mais alto do Executivo municipal. Deixou na cadeira um aliado, Bruno Marianelli (Republicanos), que era vice-prefeito.
Foi deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa.
Já até gravou peça de propaganda subindo as escadas do Palácio Anchieta. Afinal, para onde mais poderia tentar ir?

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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