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Eleições 2022

Theodorico: "Se eu não puder escolher quem apoiar para o governo, posso até sair do PP"

Deputado estadual e pré-candidato à reeleição, ele espera conseguir passe livre do partido na corrida pelo Palácio Anchieta e não é simpático ao governador Renato Casagrande

Publicado em 11 de Maio de 2022 às 02:10

Públicado em 

11 mai 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Deputado estadual Theodorico Ferraço
Deputado estadual Theodorico Ferraço Crédito: Ana Salles/Ales
Com 60 anos de vida pública e 84 de idade, o deputado estadual Theodorico Ferraço já viu e fez muita coisa. Agora, em pré-campanha pela reeleição e recém-chegado ao PP, quer poder escolher livremente quem apoiar na corrida pelo Palácio Anchieta.
O partido, no entanto, é fiel aliado do governador Renato Casagrande (PSB) e certamente vai estar ao lado do socialista, outro que está em busca de mais um mandato, embora não verbalize isso.
Theodorico tem base eleitoral no Sul do Espírito Santo, principalmente em Cachoeiro de Itapemirim. A cidade é administrada por um aliado do governador, Victor Coelho (PSB).
Mas o deputado estadual faz questão de dizer que somente na convenção estadual do PP, que deve ocorrer em 30 de julho, vai bater o martelo sobre a quem deve se aliar na corrida pelo governo do estado. Theodorico quer se manter como um jogador relevante.
"O bom conselho do mestre político, o próprio Ferraço, indica que eu tenho que aguardar", diz o parlamentar. Sim, chamando-se de mestre.
"Quando entrei no partido entrei como candidato completamente independente, de livre escolha para presidente e governador", complementou.
Theodorico e a esposa dele, a deputada federal Norma Ayub, ingressaram no PP na reta final da janela partidária, no dia 28 de março.
Eles estavam no União Brasil (resultado da fusão entre DEM e PSL), mas debandaram junto com outros correligionários depois que o deputado federal Felipe Rigoni assumiu a presidência da legenda.
Embora Theodorico diga que migrou para o PP com a garantia de independência para escolher quem apoiar para presidente da República e governador, o presidente estadual do partido, Marcus Vicente, sem comentar o caso concreto, afirmou à coluna que, na convenção, a sigla vai fechar questão: é para todo mundo apoiar o mesmo nome.
"O partido sempre trabalhou com nomes fechados. Na hora que a convenção definir, bater o martelo, em 30 de julho, o partido marcha unido. Se fechamos com Bolsonaro para presidente e Casagrande governador, é evidente que vamos pedir voto fechado, todo mundo", asseverou Vicente.
O PP não só está alinhado ao governador como quer espaço para disputar o cargo de vice ou, preferencialmente, o de senador na chapa do socialista.
"Se fechar questão com um candidato, eu só tenho duas opções: ou apoio o candidato ou saio do partido", disparou Theodorico.
Se sair do PP a esta altura do campeonato, ele não poderia disputar as eleições. 
"Não digo apenas que eu saio do partido, posso até abandonar a vida pública"
Theodorico Ferraço (PP) - Deputado estadual
O deputado não diz com todas as letras, mas tudo isso é por não querer apoiar Casagrande. Há tempos ele se diz independente em relação ao Palácio Anchieta e, nos bastidores, reclama que o governador prestigia apenas o próprio partido, o PSB.
O quanto isso seria ruim para o governador é relativo. Afinal, como já mencionado, Casagrande já tem um aliado em Cachoeiro.
Theodorico sustenta que é uma questão de democracia interna. "Se for escolha (do nome a ser apoiado pelo PP) que não me agrada e que não seja do interesse do estado posso até abandonar o partido. Mas o partido, pelo que me consta, é democrático", afirmou.
"O PP está próximo a Casagrande, não digo a totalidade, boa parte do partido. Outros, nem tanto. Hoje eu não tenho candidato a governador", salientou.
O presidente estadual do PP disse à coluna que, se alguém descumprir uma orientação direta da sigla, isso deve ser analisado caso a caso.
Theodorico, por sua vez, não perdeu a oportunidade de, ao final da conversa com a coluna, reforçar o bordão e disse estar "manso como a pomba e prudente como a serpente".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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