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De olho nos percentuais

O trunfo de Renato Casagrande na eleição de 2022

Pesquisa Ipec mostra que o governador está se saindo bem em um terreno importante, mas acena que, no decorrer da campanha, isso pode mudar

Publicado em 05 de Maio de 2022 às 02:10

Públicado em 

05 mai 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Renato Casagrande, governador do ES: avaliação de eleitores segundo a pesquisa Ipec
Renato Casagrande não diz se é ou não pré-candidato à reeleição, mas é Crédito: Arte A Gazeta
O fato de que 47% dos entrevistados na pesquisa Ipec realizada a pedido da Rede Gazeta consideram o governo Renato Casagrande (PSB) como bom ou ótimo é um trunfo para a reeleição do socialista.
O percentual, de acordo com a CEO do Ipec, Márcia Cavallari, está num patamar que, geralmente, facilita a recondução de governantes. "Mas às vezes o governador está indo até bem, só que tem um desejo de mudança por alguma razão e isso tem que ser bem investigado", afirmou Cavallari, em entrevista ao Papo de Colunista, de A Gazeta, nesta quarta-feira (4).
Adversários do governador tentam instigar justamente esse desejo. O deputado Felipe Rigoni (União Brasil), por exemplo, diz que o ciclo de Casagrande e do ex-governador Paulo Hartung (sem partido) que comandaram o estado nos últimos 20 anos chegou ao fim, ainda que eles tenham deixado um legado positivo.
Rigoni, no entanto, aparece na pesquisa Ipec com 2% das intenções estimuladas de voto.
O ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) também diz que "o Espírito Santo pode mais", faz críticas à gestão do socialista, mas não chega a falar em fim do ciclo.
Ele é aliado de Hartung e, no final do ano passado, até disse que gostaria de ter o ex-governador na chapa dele, como candidato ao Senado, o que não vai rolar.
Voltando à avaliação do governo estadual, os 47% são compostos por 14% que consideram a gestão ótima e 33% que responderam que é boa. Para 36%, é regular.
Outros 5% dizem que a administração Casagrande é ruim e 10% que é péssima. A soma das avaliações negativas resulta, portanto, em 15%.
O cientista político Fernando Pignaton lembra que, em 2014, quando Casagrande também tentou se reeleger, a avaliação positiva do governo dele estava no mesmo patamar de agora no mês de abril daquele ano, ou seja, um período próximo ao de agora.
Em outubro, Casagrande perdeu, ainda no primeiro turno, para Hartung. Isso porque, durante a campanha, as críticas foram surgindo e a aprovação, caindo.
Pesquisa Ibope realizada já em setembro mostrava o governo avaliado como bom ou ótimo por 35% O percentual de ruim ou péssimo era de 23%.
Ou seja, a avaliação positiva é um trunfo, mas para servir de arma efetiva nas urnas tem que sobreviver aos petardos disparados.
MAIS RICOS E ESCOLARIZADOS
Um ponto que chama a atenção é que Casagrande se sai melhor que os demais pré-candidatos em todos os segmentos e também é bem avaliado por todos, mas com um detalhe:
Entre os mais escolarizados e com maior renda, o percentual de intenção de votos e de avaliação positiva em relação ao socialista diminui.
Casagrande tem 42% das intenções estimuladas de voto, no geral. Quando o recorte é apenas entre os entrevistados que estudaram apenas até o ensino fundamental o percentual passa para 48%. Entre os com curso superior cai para 31%.
"Em princípio, as pessoas com maior escolaridade tendem a ter mais informações neste momento sobre os demais candidatos. É um ponto a ser observado", destaca a CEO do Ipec.
"À medida que a campanha avança e os candidatos são mais conhecidos, o que a gente está vendo acontecer agora na escolaridade mais alta vai se repetir nos demais ou não?", questiona.
É o que novas pesquisas Ipec vão mostrar ao longo do caminho. Lembrando que a pesquisa mostra tendências, não a adivinhação do futuro.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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