O percentual, de acordo com a CEO do Ipec, Márcia Cavallari, está num patamar que, geralmente, facilita a recondução de governantes. "Mas às vezes o governador está indo até bem, só que tem um desejo de mudança por alguma razão e isso tem que ser bem investigado", afirmou Cavallari, em
entrevista ao Papo de Colunista, de A Gazeta, nesta quarta-feira (4).
Rigoni, no entanto, aparece na pesquisa Ipec com 2% das intenções estimuladas de voto.
O ex-prefeito da Serra
Audifax Barcelos (Rede) também diz que "o Espírito Santo pode mais", faz críticas à gestão do socialista, mas não chega a falar em fim do ciclo.
Voltando à avaliação do governo estadual, os 47% são compostos por 14% que consideram a gestão ótima e 33% que responderam que é boa. Para 36%, é regular.
Outros 5% dizem que a administração Casagrande é ruim e 10% que é péssima. A soma das avaliações negativas resulta, portanto, em 15%.
O cientista político Fernando Pignaton lembra que, em 2014, quando Casagrande também tentou se reeleger, a avaliação positiva do governo dele estava no mesmo patamar de agora no mês de abril daquele ano, ou seja, um período próximo ao de agora.
Em outubro, Casagrande perdeu, ainda no primeiro turno, para Hartung. Isso porque, durante a campanha, as críticas foram surgindo e a aprovação, caindo.
Ou seja, a avaliação positiva é um trunfo, mas para servir de arma efetiva nas urnas tem que sobreviver aos petardos disparados.
MAIS RICOS E ESCOLARIZADOS
Um ponto que chama a atenção é que Casagrande se sai melhor que os demais pré-candidatos em todos os segmentos e também é bem avaliado por todos, mas com um detalhe:
Entre os mais escolarizados e com maior renda, o percentual de intenção de votos e de avaliação positiva em relação ao socialista diminui.
Casagrande tem 42% das intenções estimuladas de voto, no geral. Quando o recorte é apenas entre os entrevistados que estudaram apenas até o ensino fundamental o percentual passa para 48%. Entre os com curso superior cai para 31%.
"Em princípio, as pessoas com maior escolaridade tendem a ter mais informações neste momento sobre os demais candidatos. É um ponto a ser observado", destaca a CEO do Ipec.
"À medida que a campanha avança e os candidatos são mais conhecidos, o que a gente está vendo acontecer agora na escolaridade mais alta vai se repetir nos demais ou não?", questiona.
É o que novas pesquisas Ipec vão mostrar ao longo do caminho. Lembrando que a pesquisa mostra tendências, não a adivinhação do futuro.