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Eleições 2022

Enquanto Ramalho espera o Podemos, Erick Musso entra em cena

Deputado estadual, que é candidato ao Senado, telefonou para ex-secretário de Segurança Pública nesta  segunda-feira (1°)

Publicado em 02 de Agosto de 2022 às 02:10

Públicado em 

02 ago 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Coronel da PMES Alexandre Ramalho
Coronel da reserva da PMES Alexandre Ramalho Crédito: Divulgação/PMES
Enquanto o Podemos não anuncia o destino da pré-candidatura do coronel Alexandre Ramalho ao Senado, o ex-secretário estadual de Segurança Pública já é assediado por outras siglas.
Ele não tem como trocar de partido para concorrer ao posto a esta altura do campeonato, mas o mercado político acredita que o coronel vá ser rifado pelo Podemos e já há quem busque o apoio dele.
Nesta segunda-feira (1º), por exemplo, o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), telefonou para Ramalho.
A coluna apurou que o deputado estadual não chegou a pedir diretamente o apoio do militar da reserva da PM, apenas perguntou se já havia alguma decisão oficial do Podemos e declarou ter "respeito e consideração" por Ramalho.
Ouviu palavras semelhantes, em reciprocidade.
O presidente estadual do Podemos, Gilson Daniel, explicitou à coluna, na sexta-feira (29), as dificuldades para lançar a candidatura do ex-secretário de Segurança Pública:
O Podemos teria que fazer isso sozinho e não se coligar com o PSB e demais partidos aliados ao governador Renato Casagrande, uma vez que a senadora Rose de Freitas é a candidata do bloco à reeleição.
Assim, os candidatos a deputado estadual e federal do Podemos não poderiam fazer material de campanha contendo a foto do governador, por exemplo. O próprio Gilson, candidato à Câmara, ficaria vedado de fazer isso, mesmo sendo aliado de primeira hora e também ex-secretário do socialista.
Outra questão é o dinheiro. Uma campanha para o Senado é cara. E, avulsamente, teria um tempo ínfimo de propaganda na TV.
A Executiva estadual do Podemos deve definir o destino do coronel até o próximo dia 5.
Uma opção para Ramalho é ser candidato a deputado federal, o que até poderia ajudar na eleição de Gilson Daniel.
O militar já foi secretário de Defesa Social de Viana, quando Gilson era prefeito.
Nada impede, no entanto, que haja afinidade com Erick Musso também. O deputado é do Republicanos, partido que integra a base de apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).
Erick, questionado, na última quinta-feira (28), sobre como pretende se posicionar na corrida presidencial, foi comedido, garantiu que vai pedir votos apenas para o Senado, ou seja, para si mesmo.
Mas o parlamentar, aos 35 anos, tem o perfil dos apoiadores de Bolsonaro. Aproxima-se, por exemplo, do segmento evangélico, do qual faz parte. E prega o conservadorismo.
Ramalho, por sua vez, também é bolsonarista.
No tabuleiro estadual é que eles divergem. Erick, enquanto era pré-candidato ao governo do Espírito Santo, teceu críticas à gestão de Casagrande.
O coronel, que integrou o primeiro escalão dessa mesma gestão, por sua vez, é um defensor do governador.
O presidente da Assembleia Legislativa também deve trabalhar para atrair outro pré-candidato ao Senado com destino incerto: o pastor Nelson Junior (Avante).

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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