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Publicado em 29 de julho de 2022 às 20:29
O Podemos adiou a definição sobre o lançamento da candidatura do coronel Alexandre Ramalho, ex-secretário de Estado da Segurança Pública, ao Senado. Durante convenção realizada nesta sexta-feira (29), na Câmara de Vila Velha, integrantes do partido saíram em defesa de Ramalho, mas a decisão sobre a candidatura dele e de outros cargos majoritários caberá à Executiva Estadual da sigla e só deverá ser anunciada na próxima semana.>
Coronel Ramalho chegou a cogitar sair do partido em abril, mas ficou na legenda depois de receber a garantia de que disputaria a cadeira de senador. O partido diz que até 5 de agosto fará uma escolha definitiva. Mesmo sem confirmação, o ex-secretário adotou tom de campanha ao discursar durante a convenção. >
"Estou aqui como pré-candidato ao Senado. Insistimos nessa condição tendo a certeza que o partido adotará as melhores alternativas. Colocar o nome à disposição em uma corrida eleitoral é tornar realidade o nosso sonho. Todo dia o gestor público deve acordar e pensar o que vai entregar para a comunidade", comentou Ramalho.>
Para a imprensa, Ramalho afirmou que a espera por uma decisão do partido é angustiante, mas diz que aguarda um parecer positivo. "Membros do partido entenderam que é importante aguardar um pouco mais. Têm acontecido muitas coisas no cenário de pré-eleição dentro do Estado. O cenário é de avaliar um pouco mais e deixar a decisão para a executiva."
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No discurso, o ex-secretário de Segurança fez críticas à legislação penal e defendeu penas mais duras, principalmente em relação aos adolescentes infratores e aos crimes contra o patrimônio.>
A decisão em torno de Ramalho envolve também o apoio do Podemos à aliança formada pelos partidos da base do governador Renato Casagrande (PSB), que é candidato à reeleição. Ele esteve presente à convenção desta sexta (29), em Vila Velha, poucas horas depois de participar da convenção nacional do PSB, em Brasília (DF).>
"Ramalho, no meu governo, como secretário de Segurança, foi uma liderança comprometida com o trabalho de combate ao crime no Estado. Sabemos que o Podemos vai decidir o que for melhor para o partido e para o Espírito Santo", disse Casagrande, deixando a cargo do partido a decisão sobre a candidatura de Ramalho.>
Caso desista da candidatura do ex-secretário, o Podemos poderá integrar a coligação em torno do atual chefe do Executivo capixaba. Nesse caso, é esperado que apoie a candidatura da senadora Rose de Freitas (MDB) à reeleição. >
Se for mantida, a candidatura de Ramalho ao Senado será avulsa. Isso significa que ele não terá apoio formal do governador Renato Casagrande e nem dos partidos que integram a aliança socialista. >
"A decisão precisa ser madura e tomada no tempo certo. Na semana que vem, teremos essa posição. O certo é que a sociedade capixaba está clamando por renovação, com um perfil capacitado e que queira fazer a diferença", disse o presidente da Câmara de Vila Velha, Bruno Lorenzutti, declarando apoio à candidatura de coronel Ramalho.>
Neste momento, a decisão está nas mãos do presidente do Podemos e ex-prefeito de Viana, Gilson Daniel, e demais membros da executiva da sigla. Ele mesmo foi anunciado, durante a convenção, como pré-candidato a deputado federal.>
"Para a candidatura ao Senado temos que sair da coligação. É essa situação que temos que resolver essa semana porque nós somos um partido alinhado ao projeto do governador Casagrande. É feita a analise de todos os cenários que podem acontecer. A discussão agora é se a gente vai para chapa avulsa ou se fica na coligação", disse. >
O presidente do partido destacou que a candidatura avulsa (e consequente saída da coligação) tem desvantagens, como a impossibilidade de fazer material de campanha em conjunto com o governador e com demais candidatos que fazem parte da coligação socialista. Além disso, há os custos da campanha. "Tem o financiamento que precisa ser dialogado. Uma campanha majoritária tem um custo. Mas Ramalho tem chance sim. Isso ainda está sendo discutido e será decidido nos próximos dias", completou. >
Gilson Daniel apontou ainda que, caso a candidatura ao Senado não se confirme, coronel Ramalho terá espaço para se candidatar a deputado federal, caso queira.
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