No fim das contas, o que a prefeitura conseguiu ao tentar emparedar Jocelino foi reforçar o espírito de corpo dos parlamentares num momento em que a base aliada já estava estremecida.
O antecessor de Cris Samorini, Lorenzo Pazolini (Republicanos), também não voava em céu de brigadeiro com os vereadores.
O terreno, principalmente em ano eleitoral, é fértil para rebeliões.
ESVAZIAMENTO
Nesta quarta, apenas seis vereadores permaneceram no plenário e não houve quórum para a manutenção da sessão.
Os presentes foram: Goggi, Armandinho Fontoura (PL), Davi Esmael (Republicanos), Leonardo Monjardim (Novo), Darcio Bracarense (PL) e Luiz Emanuel (Republicanos).
Monjardim, líder da prefeita na Câmara, criticou a manobra de esvaziamento
"Não dá para parar a cidade, não discutir o orçamento, não fazer mais sessão para dar retaliação. Retaliação a quem?", discursou o vereador do Novo.
"Há excesso? Talvez tenha, mas é preciso debater e discutir os caminhos", completou.
A LDO pode ser votada na próxima sessão, na segunda-feira (27), agora que Goggi pôs um ponto final nas pretensões punitivas do Executivo municipal.
No meio disso tudo, houve um momento, na terça-feira (21), em que o presidente da Câmara falou palavrões, captados pelo microfone da Mesa Diretora logo após o encerramento da sessão.
“Eu quero é que se ****! Vai todo mundo tomar no ** e que meu *** cresça!”
Nesta quarta, ele pediu desculpas aos servidores e "às pessoas que porventura não gostaram", mas sem muita convicção, uma vez que disse não se arrepender