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Este é um espaço para falar de Política: notícias, opiniões, bastidores, principalmente do que ocorre no Espírito Santo. A colunista ingressou na Rede Gazeta em 2006, atuou na Rádio CBN Vitória/Gazeta Online e migrou para a editoria de Política de A Gazeta em 2012, em que trabalhou como repórter e editora-adjunta

Contarato e Casagrande se reúnem e aliança no ES está a um passo de ser selada

Outro encontro entre PT e PSB, desta vez presencial, deve bater o martelo sobre a parceria nos próximos dias

Vitória
Publicado em 05/07/2022 às 19h51
O senador Fabiano Contarato (PT) e o governador Renato Casagrande (PSB) poderão caminhar juntos na disputa ao governo
O senador Fabiano Contarato (PT) e o governador Renato Casagrande (PSB) poderão caminhar juntos na disputa ao governo. Crédito: Montagem A Gazeta

O governador Renato Casagrande (PSB) e o senador Fabiano Contarato (PT) participaram, nesta terça-feira (5) de uma reunião entre as cúpulas de seus respectivos partidos e, agora, a aliança entre os dois no Espírito Santo está a um passo de ser selada.

O encontro, virtual (Casagrande está com Covid), ocorreu no final da tarde e contou com a participação do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, da presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, e do presidente estadual do PSB, Alberto Gavini.

De acordo com Gavini, Contarato elogiou Casagrande e a conversa entre os dois foi cortês. O senador manteve a posição de pré-candidato e reforçou que isso seria melhor para garantir um palanque local para o ex-presidente Lula, mas disse também entender o contexto nacional, em que PT e PSB já estão lado a lado.

O governador, por sua vez, não chegou a pedir diretamente apoio a Contarato, mas reforçou que seria bom que os dois partidos estivessem juntos também no estado.

Outra reunião, desta vez presencial, deve ocorrer até o próximo final de semana para bater o martelo. Casagrande e Contarato vão estar próximos mais uma vez, não apenas virtualmente.

Jackeline Rocha e Gavini admitem que faltam "ajustes" para fechar o pacto local entre PT e PSB.

"Chapas de deputado, programa de governo, Candidatura de Lula, coisas partidárias, não exatamente envolvendo governo", elencou o presidente estadual do PSB.

Já a líder estadual do PT diz que o primordial é saber como vai ser a campanha do ex-presidente à Presidência da República no Espírito Santo.

"A (direção) nacional coloca como fator primordial como vai ser feita a campanha do Lula aqui. Não só a direção nacional do PT. O candidato do PSB nacional é Lula, não tem motivo para eles quererem que os votos aqui sejam divididos", afirmou Rocha.

Casagrande já declarou voto em Lula, mas não disse que vai fazer campanha para o petista. 

O socialista tem diversos partidos aliados, entre eles o PDT de Ciro Gomes, e tenta atrair o MDB de Simone Tebet. Conta até com o PP, que está com Jair Bolsonaro (PL), adversário figadal de Lula.

O governador quer a aliança com o PT, mas tenta evitar um "casamento na delegacia", em que os petistas se vejam obrigados pela direção nacional do próprio partido a apoiá-lo.

VICE E SENADO

Na reunião desta terça os tópicos Senado e vice não foram mencionados, mas o PT quer, sim, o espaço. "O PT vai fazer parte da chapa se declinar da candidatura?", questionou Jackeline Rocha, retoricamente, à coluna.

O barco de Casagrande já está cheio. Diversos aliados querem a vaga de candidato, ou candidata, ao Senado. Rose de Freitas (MDB) parece mais próxima de obter a bênção do governador.

A federação formada por PSDB e Cidadania exige uma vaga majoritária (vice ou Senado) para declarar apoio a um postulante ao governo do estado.

O páreo está duro e não está favorável ao PT. O que vai levar à aliança com o PSB, e a consequente retirada de Contarato do pleito, não são as questões locais e sim o contexto de parcerias em série entre as duas siglas.

O principal entrave estava fora da divisa do Espírito Santo, em São Paulo. E lá já está tudo encaminhado para o socialista Márcio França desistir de disputar o governo e apoiar o petista Fernando Haddad. Isso é o que dá mais força para a aliança no Espírito Santo.

São Paulo é uma das prioridades do PT – embora a principal seja eleger Lula – e, para o PSB, as prioridades são manter os três governos estaduais que possui, Maranhão, Espírito Santo e Pernambuco.

O anúncio do acerto entre PT e PSB, entre Casagrande e Contarato, deve ser feito, no máximo, até a próxima segunda-feira (11).

Jackeline Rocha diz que, em relação ao programa de governo, "há muitas diferenças", mas preferiu não entrar nesse mérito. "A reunião foi para falar do que nos une, não do que nos divide".

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