O guardião do Convento da Penha, frei Djalmo Fuck, está sendo acusado em grupos de bolsonaristas de ter contribuído para que o
presidente Jair Bolsonaro (PL) desistisse de visitar o Espírito Santo. Segundo a falsa versão divulgada inclusive em redes sociais, o frade teria dito que o Convento não possui estrutura ou segurança para receber o presidente,o que levou a assessoria de Bolsonaro a cancelar a visita.
Mas é tudo mentira. Frei Djalmo nunca se manifestou publicamente sobre a visita presidencial, que acabou cancelada na semana passada,
conforme publicou a coluna. O guardião divulgou uma nota sobre o episódio.
“Esclareço que em nenhum momento fui procurado pelo Gabinete de Segurança Institucional do Governo Federal para tratar da vinda do Sr. Presidente ao ES! Nem tentei impedir sua vinda ao nosso Estado! É mentiroso, calunioso e infundado o texto que circula pelas redes sociais envolvendo meu nome e o do Convento da Penha! A casa da mãe dos capixabas recebe a todos de braços abertos!”, esclarece o franciscano.
A boataria tomou tamanha proporção que até o deputado federal Evair de Melo (PP-ES), que estava articulando a vinda de Bolsonaro ao Estado, prevista para sexta (27) e sábado (28), veio a público defender frei Djalmo.
"É mentira texto que circula nos grupos de zap de que o cancelamento da vinda do presidente Bolsonaro ao ES está relacionada à falta de estrutura no Convento da Penha. Jamais existiu isso. É leviano envolver o Guardião do Convento nesse tema”, disse Evair no Twitter.
“Quem define essa questão de segurança é o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que sequer esteve no Estado para fazer as visitas. O cancelamento da vinda tem outros motivos, entre eles conflitos de agendas”, complementou o parlamentar.
O frei Djalmo pode ter entrado na mira dos bolsonaristas desde fevereiro quando recebeu, no Convento da Penha, o então pré-candidato a presidente Sergio Moro, na época filiado ao Podemos, mas que logo depois migrou para o União Brasil. O ex-juiz se tornou algoz dos aliados de Bolsonaro desde que deixou o governo com críticas ao presidente da República.