Além do que chama de “vocação natural” da
Polícia Federal, que é o enfrentamento à corrupção, o futuro superintendente da PF no Espírito Santo, delegado Eugênio Ricas, adianta que o combate ao tráfico de drogas e a repressão aos armamentos pesados merecerão atenção especial da sua gestão.
Ricas, em conversa com a coluna direto dos Estados Unidos, onde exerce o cargo de adido da PF em Washington, diz que se preocupa particularmente com a quantidade de armas pesadas que chegam aos morros da Grande Vitória. “Parte desse armamento vem de outros países, como os fuzis, procedentes dos Estados Unidos”, conta.
Com a experiência de quase três anos nos EUA, o delegado federal afirma que pode trazer para o Estado algumas práticas das agências de segurança norte-americanas. Uma delas é o trabalho conjunto e o treinamento permanente.
“Acredito muito no trabalho integrado e compartilhado, na força-tarefa. Aqui observei o treinamento e a integração de todas as agências de segurança dos EUA, e esse trabalho também pode ser feito no Espírito Santo com todas as forças de segurança”, analisa Ricas.
Para ele, o treinamento nunca é demais, assim como a integração: “O crime organizado sempre vai vencer se as polícias não trabalharem em conjunto”, alerta.
O futuro superintendente ainda não marcou uma reunião com a cúpula de Segurança do Espírito Santo. Ele adianta que primeiramente vai se reunir com sua equipe e depois vai procurar as autoridades de Segurança do Estado e os Poderes. Em relação ao secretário de
Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho, Ricas é só elogios: “Tenho uma boa relação com ele, trata-se de um excelente profissional”.
Ele já se encontrou com o atual superintendente da PF no ES, Jairo Souza da Silva, que está nos Estados Unidos fazendo um curso. Ricas espera encontrar uma Superintendência organizada: “A equipe é excepcional, muito preparada. A Superintendência está muito organizada. O trabalho será de continuidade, com algumas mudanças de estilo”, adianta.
O delegado federal, que é mineiro, diz que ficou muito feliz por assumir o novo cargo no
Espírito Santo, Estado que adotou e onde exerceu cargos importantes em governos anteriores, como o de secretário estadual da Justiça.