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Delegado da Polícia Federal Eugênio Ricas é o novo colunista de A Gazeta

Ocupando o posto de adido da PF nos Estados Unidos há pouco mais de dois anos, Ricas, que já foi secretário no ES, vai escrever sobre segurança e atualidades toda semana

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 16/04/2021 às 02h04
Eugênio Ricas é delegado de Polícia Federal, adido da PF nos EUA, ex Secretário da Justiça e ex Secretário de Controle e Transparência do ES e colunista de A Gazeta
Conexão Estados Unidos-Espírito Santo: Eugênio Ricas é o novo colunista de A Gazeta. Crédito: Arquivo Pessoal

Com larga experiência em segurança e gestão, o delegado federal Eugênio Ricas é o mais novo colunista de A Gazeta. Ex-secretário no Espírito Santo e ocupando atualmente o posto de adido da Polícia Federal nos Estados Unidos, Ricas vai escrever semanalmente e abordar assuntos relacionados às duas áreas, sempre buscando uma conexão com a atualidade e traçando paralelos com a vivência em Washington, capital americana. A estreia será neste sábado (17).

Ricas planeja apresentar suas análises sob a ótica de quem já está há quase duas décadas na PF, tendo comandado operações importantes nos diversos Estados onde atuou, inclusive no Espírito Santo, sem perder de vista o contexto do momento.

"Diante da experiência que fui angariando ao longo do tempo, a maioria dos meus textos será sobre segurança, de acordo com a conjuntura, os fatos.  Será sempre algo atual, passando também pela área de gestão, controle interno, tanto na prevenção quanto na repressão de desvios públicos. E, como já passei dois anos e meio aqui, vou abordar também a realidade dos Estados Unidos e, eventualmente, tentar fazer alguma comparação, buscar bons exemplos que possam ser aplicados no Brasil", descreveu. 

Recentemente, afirmou Ricas, fez algumas análises comparativas de como os Estados Unidos e o Brasil estão lidando com a pandemia da Covid-19 e a administração das vacinas, e são essas perspectivas distintas de variados temas que pretende compartilhar com os leitores de A Gazeta e estimular reflexões. 

Entusiasmado com a oportunidade de escrever a coluna "na instituição de imprensa mais tradicional do Espírito Santo", em suas palavras, Eugênio Ricas espera que seus textos publicados aos sábados possam ser uma contribuição também para discussões de políticas públicas na área de segurança. 

"E a segurança não é um caso só de polícia  que, obviamente, tem um trabalho fundamental e é preciso investimento nessas instituições (federal, civil, militar). É necessário também fazer a prevenção primária, uma gestão pública que invista em educação, geração de empregos, saneamento e saúde. Isso tudo ajuda a construir segurança pública de qualidade a médio e longo prazos", sustentou.   

As estratégias, reafirmou Ricas, não podem ser apenas para fim imediato, ou pensando nas próximas eleições. As ações têm de ter longa duração para que o resultado também seja duradouro.

PERFIL

Aos 45 anos, Eugênio Coutinho Ricas é casado e tem dois filhos - um menino de 8 anos e uma menina, de 2.  Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, o delegado federal se considera capixaba de coração e, se lhe for dada a opção de escolher um Estado quando retornar ao Brasil, será o Espírito Santo. 

Há 18 anos na Polícia Federal, Ricas iniciou a carreira na Bahia. Depois, se instalou no Espírito Santo onde, entre outras atuações, esteve à frente da "Operação Esfinge" que, em 2006, levou à prisão 17 pessoas acusadas de sonegação fiscal, entre os quais o advogado Beline José Salles Ramos. O delegado ainda atuou no Maranhão e em Minas Gerais para, em seguida, retornar ao Espírito Santo, mas cedido ao governo do Estado. 

Ricas ocupou duas secretarias: a de Justiça (Sejus), ainda no primeiro mandato de Renato Casagrande, e de Controle e Transparência (Secont), já na gestão de Paulo Hartung

Ao sair do governo, o delegado assumiu o cargo de diretor de investigação e combate ao crime organizado da Polícia Federal, considerada a segunda mais importante posição da instituição no país.  De Brasília, onde exerceu a função, foi chamado para ocupar o cargo de adido da PF. Mas a permanência de Ricas nos Estados Unidos tem prazo de validade: três anos, que não são prorrogáveis, e terminam em setembro. 

O delegado ainda não sabe o que a Polícia Federal está cogitando para a próxima etapa de sua carreira, mas, enquanto permanece em território americano, estreita os laços com instituições de segurança de vários países, já que Washington é a capital que mais reúne esses grupos. 

"Ser adido é uma experiência fantástica em todos os sentidos. Do lado pessoal  porque, apesar de estar longe de parentes e amigos, une muito a nossa família aqui, minha esposa está trabalhando, meu filho fala inglês fluente. E profissional porque é um network excelente. Eu tenho contato de policiais de todos os lugares do mundo; os melhores policiais das melhores agências são enviados para Washington", valorizou.

Ricas está fortalecendo ainda mais essas relações ao presidir a Associação de Adidos Policiais da América Latina e Espanha nos Estados Unidos (Apala), uma entidade que representa todos os policiais. "Isso reforça ainda mais os laços com as agências americanas e com a comunidade de segurança do mundo", finalizou. 

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