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Leonel Ximenes

Onde está o maior desafio da segurança pública no ES?

Apesar da pequena queda no número de homicídios no ano passado, há regiões em que a violência vem aumentando no Estado

Publicado em 11 de Janeiro de 2022 às 02:09

Públicado em 

11 jan 2022 às 02:09
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

DHPP
Fachada da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa de Cariacica Crédito: Carlos Alberto Silva
O Espírito Santo teve uma redução de 4,2% no índice de assassinatos no ano passado, algo que deve ser visto como avanço, como apontou editorial recente de A Gazeta, mas o setor de segurança pública, como admite o próprio governador Renato Casagrande (PSB), ainda enfrenta grandes desafios. E um dos maiores está justamente no interior do Estado, região que já foi considerada bem mais tranquila.
O Noroeste compreende bem este momento da segurança pública. No período entre 2016 e 2021, a região teve o maior número de homicídios deste intervalo no ano passado, com 160 registros ante os 130 de 2020. Um incômodo aumento de 23,1%.
Trata-se de uma área muito visada, haja vista algumas das suas características geoeconômicas, como a de ter uma extensa divisa com outros dois Estados gigantescos (Minas Gerais e Bahia) e ser um núcleo forte de extração mineral (mármore e granito) e agropecuária.
Exemplos de municípios com aumentos consideráveis de homicídios, infelizmente, não faltam. São Gabriel da Palha, importantíssimo polo cafeeiro do Estado e sede da Operação Colheita (ação policial durante a colheita de café), enfrentou um salto de 13 homicídios para 20 no ano passado. Já Nova Venécia teve o dobro de ocorrências: de 10 para 20. Boa Esperança passou de seis para 15 assassinatos. Uma lástima.
Nem mesmo cidades até então consideradas pacatas ficaram livres da violência. É o caso de São Domingos do Norte, que tem 8.735 habitantes, uma população inferior à de muitos bairros da Grande Vitória.
Se em 2020 tinha acontecido somente um caso no município, em 2021 foram contabilizadas nove mortes violentas. Ainda que tenha acontecido o terrível quádruplo homicídio de uma família inteira, outros cinco tiveram impacto na cidade, inclusive dentro de um presídio.
A Região Sul, por sua vez, teve o maior número de crimes no período compreendido entre 2017 e 2021: foram 101 ocorrências, quantidade menor somente do que a do ano de 2016, quando aconteceram 109 mortes violentas.
Núcleo de maior influência na região, Cachoeiro de Itapemirim, entretanto, teve decréscimo de assassinatos (de 33 para 24), mas pequenas cidades tiveram mais homicídios, incluindo municípios que há anos não registravam casos, como Alfredo Chaves. Até Jerônimo Monteiro, que tinha zerado a conta em 2020, registrou quatro ocorrências no ano passado.
Norte teve o maior número de homicídios no interior entre o período de 2019 e 2021, com 221 ocorrências. Na região o problema central está em Linhares, que no decorrer dos anos acumulou o título de cidade com os bairros mais violentos do Espírito Santo, com destaque negativo para Interlagos e Santa Cruz.
A cidade mais rica do Norte do Estado teve 75 homicídios no ano passado, contra 71 em 2020. Outros municípios com problemas crônicos foram São Mateus, que em 2020 teve 37 homicídios e passou para 46, em 2021, e Conceição da Barra, com pulo de 23 para 27 crimes violentos, destacando-se a onda sangrenta em Braço do Rio.
A Grande Vitória foi uma boa surpresa e determinou a pequena queda de homicídios registrada no ano passado no Espírito Santo: passou de 604 crimes cometidos, em 2020, para 519, em 2021 (retração de 14,1%).
Mas, como chama atenção o início deste texto, o alerta continua ligado na Segurança Pública capixaba. Um total de 34 municípios teve mais violência do que no ano anterior. E a título de curiosidade: em 2021, seis cidades não tiveram homicídios, mesmo número de 2020. Mas bem menor do que em 2019, quando 14 municípios ficaram zerados.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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