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Leonel Ximenes

Indústria do ES usa até detector de metal para exportar mais chocolate

Tecnologia deve contribuir para que a marca capixaba chegue também aos Estados Unidos

Publicado em 19 de Outubro de 2022 às 02:11

Públicado em 

19 out 2022 às 02:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

chocolate
Com os filtros-imã e detectores, toda partícula de metal é retida fora dos chocolates Crédito: Freepik
Uma indústria de chocolates capixaba Espírito Cacau está usando a tecnologia para alavancar as exportações. A qualidade dos seus produtos é fiscalizada com filtros-imã e detectores de metal e, dessa forma, toda partícula de metal é retida fora dos chocolates. Peneiras com buracos de cerca de dois milímetros também filtram materiais que não fazem parte da composição dos produtos.
A tecnologia implementada pela indústria é resultado dos conhecimentos que a empresa adquiriu com o Senai-ES e que agora fazem parte do Manual de Boas Práticas da marca Espírito Cacau. A segurança alimentar é um dos requisitos fundamentais para alcançar novos mercados e essa tecnologia deve contribuir para que o chocolate capixaba chegue também aos Estados Unidos.
Nos últimos anos a empresa tem investido em inovação e na melhoria de processos e prospectado clientes no Brasil e no exterior. Hoje, a marca já se tornou uma referência, por exemplo, no mercado árabe, e a indústria segue buscando novos clientes no mercado global.
A máquina que detecta a presença de metal no chocolate
A máquina que detecta a presença de metal no chocolate Crédito: Divulgação
Não é à toa que ela é uma das 100 empresas que compõem a comitiva da Missão Comercial SIAL Paris 2022 - a maior feira de alimentos e bebidas do mundo -, que será encerrada nesta quarta-feira (19), na França.
Além da indústria de chocolates, outras empresas capixabas dos segmentos de sorvetes e congelados, embalagens e alimentos fazem parte do grupo. A expectativa é a de que indústrias do Espírito Santo tenham oportunidades de exportação e investimentos.
A missão comercial, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), tem o apoio da Findes e prevê fechar mais de R$ 200 milhões em exportações nos próximos 12 meses.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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