Poucas pessoas no Espírito Santo devem ter ficado tão felizes com a
volta do Batalhão de Missões Especiais (BME) como o coronel Alexandre Ramalho, secretário estadual de Segurança Pública. Essa relação é visível: basta olhar o braço do militar. Nele está tatuado um gigantesco emblema da unidade de elite da Polícia Militar do ES.
Tatuagem exibida com orgulho pelo coronel, que a postou nesta quarta-feira (11) no seus Stories, no dia em que o governo do Estado anunciou a reativação do batalhão. “Impossível disfarçar minha emoção e satisfação com o retorno do Batalhão de Missões Especiais”, escreveu Ramalho.
Exultante, o coronel da reserva da PM considera o retorno da tropa de elite como um marco na sua carreira. “Muito significativo pra mim, atualmente como secretário de Estado da Segurança Pública, fazer parte das ações de planejamento que hoje permitem em definitivo o retorno desta máquina chamada BME.”
Alexandre Ramalho também enumera as muitas missões do BME: “A unidade de elite da nossa
Polícia Militar do Espírito Santo é responsável pelo incansável trabalho de proteção à sociedade capixaba. Atuações em presídios, roubos a banco, distúrbios civis, resgate de reféns, negociações, bem como inúmeras prisões de traficantes e homicidas sempre fizeram parte do seu glorioso passado”.
O coronel tem um longo histórico com o BME. Por lá, ele foi formado ao longo de sua carreira policial e teve a oportunidade de comandar a unidade. Enquanto esteve presente à frente do batalhão, destacava a questão do gerenciamento de crise, dando ênfase às negociações.
O BME sempre atuou em momentos delicados e situações de crise, como as manifestações populares de 2013.
Em 2017, durante a greve da PM, foi transformado na Companhia Independente de Missões Especiais (Cimesp), conforme divulgado em primeira mão nesta coluna.