ASSINE

Além do ponto de virada: até onde precisamos ir para aceitar a mudança?

O mercado imobiliário carece de aceitação da magnitude das mudanças constantes da sociedade

Vitória
Publicado em 14/07/2021 às 02h00
Com a pandemia da Covid-19, a tecnologia se estabeleceu e se tornou um instrumento para possibilitar às empresas e aos negócios relações mais humanas.
Com a pandemia da Covid-19, a tecnologia se estabeleceu e se tornou um instrumento para possibilitar às empresas e aos negócios relações mais humanas. Crédito: Rawpixel.com

O início da pandemia da Covid-19 demarcou um antes e um depois: diversas empresas foram rápidas na mobilização para o home office, adaptado, inclusive, com certa facilidade. Em paralelo, outras empresas somente se renderam depois das medidas restritivas impostas pelos governos.

O avanço da vacinação confirma o que vimos no início: as mesmas empresas que tardaram a se render ao home office, agora desejam retornar o quanto antes ao que chamam de “vida normal”.

Distante deste retorno à “vida normal”, é possível observar empresas que abriram suas fronteiras. Tornaram o home office parte da sua estratégia. Se abriram para a contratação de profissionais residentes em outros Estados e, até mesmo, em outros países.

Qual grupo de empresa você enxerga sendo líder de mercado nos próximos cinco anos?

Não importa a força ou a persistência dos sinais de mudança, as pessoas e as organizações resistirão à mudança até bem depois do ponto da virada. Frequentemente, precisamos chegar no limite extremo para então aceitar a mudança.

Mas o que acontece quando não há um extremo do limite, tal e qual a pandemia da Covid-19? E se o que acontecer for uma corrosão constante e estável? E se essa corrosão for o extremo do limite que irá desfazer o modelo atual?

Acredite: é essa corrosão constante e estável que diariamente ameaça as empresas. É essa corrosão constante e estável que desafia alguns mercados. É essa corrosão constante e estável que desafia os profissionais de marketing.

O desafio não está no “tachado” cliente complexo. Ou então, no cliente sensível. O ecossistema tem sido o grande desafio. Complexo. Dinâmico. Exigente de ações e reações disruptivas.

É neste contexto que identifico que o mercado imobiliário tem imensa dificuldade de entender os sinais de mudança. O extremo do limite. A transformação da sociedade. A evolução do ecossistema. Veja:

Você consegue visualizar diferenças significativas na comunicação dos lançamentos imobiliários de hoje se comparados aos de 30 anos atrás?

O modelo se mantém. Não há o entendimento que não é sobre os empreendimentos. Não há o entendimento que é sobre pessoas. A experiência de consumo não é considerada pelo mercado imobiliário.

As pessoas estão mais céticas. Mais dispostas a experimentar novas marcas. Cautelosas na entrega dos seus dados. Antenadas à atuação social e ambiental das marcas. As pessoas estão em busca das suas tribos.

Estamos num movimento acelerado. A pandemia da Covid-19 acelerou o Mercado 5.0. Nada ficou inerte! A tecnologia se estabeleceu e se tornou um instrumento para possibilitar às empresas e aos negócios relações mais humanas.

O mercado imobiliário carece de aceitação da magnitude desta mudança. Este é o extremo do limite para recuperação do nosso atraso e adaptação em alguma sincronia com todo este ecossistema.

A mudança é simples e, ao mesmo tempo, difícil. É necessário sair de um marketing otimizado para ganhar o próximo cliente e conduzir para a próxima transação, para um marketing de otimização de estratégia, operações e algoritmos para trabalhar comportamentos humanos.

A mudança é simples e, ao mesmo tempo, difícil. É necessário sair de um marketing otimizado (que está focado em ganhar o próximo cliente e conduzir para a próxima transação) para chegar em um marketing de otimização de estratégia, operações e algoritmos com o objetivo de trabalhar e compreender comportamentos humanos.

O marketing precisa fazer as perguntas certas. Empoderar a rede para que ela se mobilize para resolver o problema do cliente. Parar de “vender” e internalizar o “ajudar”. Somos gente que ajuda gente.

Não há como resistir! A evolução da Inteligência Artificial representará um impacto tão grande quanto a pandemia da Covid-19. Atendimento. Marketing. Vendas. Todas as dinâmicas serão afetadas.

A chegada do 5G vai explodir essa e outras tecnologias. A internet das coisas não será mais algo distante da nossa realidade. A relação com nossas residências será revolucionada e isso está bem próximo de acontecer.

Depois da pandemia da Covid-19, vem aí um novo ponto de virada.

Quando formos além dele, onde você estará?

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

A Gazeta integra o

Saiba mais
Tecnologia Mercado imobiliário

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.