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Beatriz Seixas

Tome Nota: Investimento que duplicaria em 7,5 anos agora levará 38

Como a baixa taxa de juros está afetando os investimentos, as estratégias de empresas para conter a Covid-19, o mercado siderúrgico e a criação de um instituto na área do Direito são alguns destaques do "Tome Nota"

Publicado em 30 de Junho de 2020 às 05:00

Públicado em 

30 jun 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Com a Selic em seu menor patamar histórico, especialistas sugerem a renda variável como opção de investimento
Com a Selic em seu menor patamar histórico, especialistas sugerem a renda variável como opção de investimento Crédito: JComp/Freepik
Com a taxa básica de juros, a Selic, em seu menor patamar da história, a 2,25% ao ano, investimentos em renda fixa estão cada vez menos atrativos. Prova disso é o tempo que um investidor levaria para dobrar seu patrimônio no cenário atual.
O assessor de investimentos da Valor Andre Motta fez os cálculos e contou que, no passado (nem tão distante assim), quando os juros estavam na casa dos 12% ao ano, um indivíduo duplicaria seu capital em 7,5 anos ao aplicar em um fundo DI. Já com a Selic atual, o investidor levaria mais de 38 anos para obter o mesmo valor. “As pessoas vão precisar aprender a investir em outros ativos, e a renda variável certamente será um deles.”

MAIS DE 70 EMPRESAS ATACADISTAS VÃO TESTAR FUNCIONÁRIOS PARA A COVID-19

A partir desta semana, as empresas atacadistas distribuidoras do Espírito Santo terão seus funcionários testados para detecção de anticorpos (IgG/IgM) do novo coronavírus. A ação tem como objetivo mapear a contaminação e traçar estratégias específicas voltadas ao segmento. A previsão é que em mais de 70 empresas do setor atacadista os profissionais sejam testados em inquérito sorológico.
“O inquérito sorológico será realizado por profissionais de saúde e acadêmicos, de acordo com as melhores práticas sanitárias nacionais e estatísticas, sendo mais um dos esforços do setor para conter a pandemia”, explica o presidente do Sincades, Idalberto Moro.
Realizado em três etapas com intervalos de 14 dias, o inquérito terá seus resultados consolidados amplamente divulgados e norteará as próximas medidas a serem tomadas. “Queremos colaborar com as ações do governo do Estado e garantir a integridade de cada colaborador que faz parte da cadeia de distribuição para, assim, continuar nossa adaptação dentro deste ‘novo normal’”, conclui Idalberto.
Agente de saúde coletará uma pequena quantidade de sangue para realizar o teste rápido nas residências
Para realizar o teste rápido é preciso coletar uma pequena quantidade de sangue Crédito: Divulgação

RETOMADA DE ALTO-FORNO NO RADAR

Com o mercado do aço desaquecido desde o ano passado, cenário que foi intensificado no primeiro semestre de 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus, a ArcelorMittal Tubarão paralisou dois dos seus três alto-fornos. Somente o alto-forno 1 continua operando. O alto-forno 2 foi desligado em junho de 2019  e o alto-forno 3 há cerca de dois meses. Mas, segundo uma fonte, a companhia avalia religar um deles.  
"Existe uma perspectiva de retomada desse mercado. A ArcelorMittal Tubarão começou a sinalizar que pode religar o alto-forno 2. Ainda estão avaliando, mas já é um indicativo positivo", observou a fonte.
A perspectiva de melhora do desempenho do segmento já começou a ser citada por analistas, como do BTG Pactual, e a entidade que representa os produtores de aço do país, a IABr, informou recentemente que maio teve um resultado menos pessimista do que aquele que era projetado no início da pandemia da Covid-19.
A reativação do alto-forno 2 da siderúrgica no Espírito Santo traria um sinal mais otimista em relação à demanda nacional e mundial, bem como poderia ajudar o Estado a ter um desempenho melhor do PIB, que tem sido negativo nos últimos três trimestres, puxado principalmente pela baixa atividade do setor industrial
Alto-forno 2 da ArcelorMittal Tubarão Crédito: Rogerio Mathias da Costa

ADVOGADOS CRIAM INSTITUTO PARA DEBATER DIREITO E LIBERDADE ECONÔMICA

Nesta quarta-feira (1), o advogado Hélio João Pepe de Moraes e outros profissionais da área vão lançar o Instituto Direito e Liberdade Econômica, o IDL, uma iniciativa pioneira dentro do segmento no país.
O evento para apresentar a entidade vai contar com a participação e palestras do Secretário Especial de Desburocratização do Ministério da Economia, Paulo Spencer Uebel, e do titular da Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade do Ministério da Economia, Geanluca Lorenzon. A transmissão, via Zoom, será às 19 horas por meio dos links https://bit.ly/2CDpfoU e https://bit.ly/3dwNL7I.
De acordo com Pepe, o IDL, que será formado inicialmente por 28 associados, terá duas frentes de atuação. A primeira relativa ao ativismo sobre o tema de bandeira, eventualmente com a apresentação de projetos de lei, ações judiciais e outras medidas, e a segunda será no campo de formação dos associados.
“É um instituto com o interesse de suprir uma lacuna da educação formal do Direito, mais especificamente com relação à análise econômica do Direito e a interação entre Direito, economia e mercado nas suas influências recíprocas", ponderou Hélio Pepe.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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