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Beatriz Seixas

Mercado de aço desaquece e antecipa parada de alto-forno 2 da Arcelor

Interrupção das atividades aconteceu dois meses antes do previsto

Publicado em 08 de Agosto de 2019 às 20:12

Públicado em 

08 ago 2019 às 20:12
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Alto-forno 2 da ArcelorMittal Tubarão Crédito: Rogerio Mathias da Costa
O desaquecimento do mercado de aço no Brasil e no mundo, a persistente crise econômica nacional e o desastre de Brumadinho, que impactou nos preços do minério – matéria-prima para a fabricação do aço –, são alguns dos fatores que levaram a ArcelorMittal Tubarão a antecipar a parada programada de um dos seus altos-fornos.
Previsto inicialmente para ter as atividades interrompidas no segundo semestre, o alto-forno 2 – que tem uma capacidade de produzir 1,2 milhão de toneladas de ferro-gusa por ano – está paralisado desde junho. Mas é só agora em agosto que ele terá suas obras de manutenção iniciadas.
Questionada pela coluna se o rompimento da barragem de Brumadinho causou uma redução, pela Vale, no fornecimento de minério de ferro e pelotas e, se isso teria contribuído para a revisão do cronograma, a Arcelor garantiu que não. Já, ao ser perguntada sobre impactos nos preços, a siderúrgica explicou que “não comenta sobre valores de mercado”.
Mas uma fonte ligada à companhia contou que o preço do minério foi levado em consideração para antecipar a parada do alto-forno 2. Só para se ter uma ideia, antes de Brumadinho, o minério valia US$ 60 a tonelada e, após a tragédia, passou a valer US$ 100 a US$ 110, segundo informações do Instituto Aço Brasil.
Obras 
Além da reforma do alto-forno 2, a máquina de lingotamento contínuo 2 também vai passar por adequações. Segundo a Arcelor, aproximadamente 1.100 trabalhadores serão demandados nas obras que vão acontecer deste mês até outubro. Os dois trabalhos serão realizados pela empresa capixaba Imetame.
Alerta
A ArcelorMittal Tubarão ao realizar a parada das suas plantas não está fazendo nada de errado. Aliás, a interrupção de atividades é procedimento natural e necessário em qualquer indústria e cabe ao acionista defini-la.
Mas com os números ruins que a economia capixaba continua colecionando, a parada dos equipamentos é vista com atenção pelo mercado, que já vem acompanhando uma brusca queda na produção industrial em diferentes setores ao longo de 2019. De janeiro a junho deste ano o Espírito Santo amarga o pior resultado do país, com um recuo de 12% na produção industrial. Ninguém quer que o segundo semestre siga o mesmo rumo.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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