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Crise sanitária e econômica

Governo do ES prepara socorro a empresas afetadas pela pandemia

Governador Renato Casagrande deverá anunciar ainda nesta semana um fundo de reconstrução da economia capixaba, com ações que ajudem empresários a manter seus negócios nesta nova fase de restrições das atividades econômicas

Publicado em 17 de Março de 2021 às 02:00

Públicado em 

17 mar 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Comércio da avenida Expedito Gárcia, em Campo Grande, Cariacica
Movimentação no comércio da Expedito Garcia, em Cariacica: lojas ficarão fechadas em todo o ES por 14 dias Crédito: Ricardo Medeiros
governo do Espírito Santo prepara uma série de ações para socorrer empresas capixabas afetadas pela pandemia do novo coronavírus.
Diante do quadro vivido pelo país e pelo Estado - em que o número de mortes e contaminações é crescente e o sistema de saúde caminha para o colapso -, o governador Renato Casagrande (PSB) anunciou nesta terça-feira (16) medidas restritivas para o funcionamento de várias atividades econômicas.
Com a paralisação de muitos setores por 14 dias, a exemplo do comércio, de bares e restaurantes, salões de beleza e academias, a tendência é que haja um reflexo direto na receita desses negócios. Por isso, ainda nesta semana, há a previsão de que o chefe do Executivo capixaba apresente medidas para ajudar comerciantes e empresários a atravessarem este momento.
A coluna apurou que o governador está elaborando em conjunto com a sua equipe um pacote de ações, que inclui o lançamento de um fundo de reconstrução para a economia capixaba.
Nos próximos dias deverão ser anunciadas algumas delas, como mais tempo para o pagamento de impostos, a exemplo do Simples; a prorrogação de prazos de obrigações de contribuintes com o Estado, como impugnações, recursos e validade de certidões; e a oferta de linhas de crédito com melhores condições de financiamento.
A elaboração do pacote de socorro está concentrada principalmente em três pastas: Fazenda, com o secretário Rogelio Pegoretti, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento, com o secretário Tyago Hoffmann, e Bandes, que tem Munir Abud como diretor-presidente.
Os três estão debruçados sobre o que é possível ser feito pelo governo de forma a minimizar as perdas econômicas da iniciativa privada, mas sem comprometer a estabilidade fiscal pública.
Eles já levantaram algumas possibilidades, estão debatendo e alinhando quais as melhores opções e deverão apresentar as sugestões ao governador entre esta quarta e quinta-feira.
O fundo de reconstrução da economia que está sendo estudado tem o objetivo de facilitar o acesso de empresas ao crédito, com taxas de juros mais baixas do que as praticadas pelo mercado e com um prazo de pagamento mais alongado. No primeiro momento, a ideia é que empresas afetadas pela pandemia possam usufruir das condições mais favoráveis.
A linha de financiamento não vai privilegiar um setor específico. O critério que deverá ser considerado para ter acesso ao benefício é o desempenho das receitas da empresa. Se o negócio tiver sido comprovadamente afetado, o empreendedor poderá recorrer ao crédito no Bandes.
Até a noite desta terça-feira (16), ainda não havia uma definição sobre valores que serão ofertados pelo Banco de Desenvolvimento através desse fundo de reconstrução. A equipe de Casagrande ainda está fazendo os cálculos para identificar o que pode ser concedido em recursos sem comprometer as reservas do Estado.
O que uma fonte deixou bem claro é que o governo não pretende atropelar a sua estrutura fiscal, mas que vai fazer o possível para amparar as empresas, especialmente as pequenas e médias.
Outra fonte lembra que, por mais que a gestão de Casagrande queira contribuir para atenuar as perdas econômicas provocadas pela crise sanitária, existem limitações.
Diferentemente do governo federal, os entes subnacionais - Estados e prefeituras - não têm o poder de emitir moeda, o que restringe a atuação com a adoção de programas de distribuição de renda, como aconteceu no caso do auxílio emergencial.

CASAGRANDE CONFIRMA AÇÕES PARA AJUDAR ECONOMIA

A intenção de ajudar empresas afetadas pela pandemia foi reforçada pelo governador durante a coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira.
Na ocasião, Casagrande reconheceu que muitos segmentos, como o de turismo, estão passando por um momento difícil. Demonstrou entender a decepção de empresários com as medidas de restrição anunciadas, mas ponderou que elas são necessárias para salvar vidas. 
Governador Renato Casagrande anuncia quarentena de 14 dias no ES
Governador Renato Casagrande anuncia quarentena de 14 dias no ES Crédito: Helio Filho/Secom ES
Disse ainda que irá lançar, nos próximos dias, medidas para ajudar o setor produtivo. Ele, entretanto, não entrou em detalhes. Explicou que o foco do pronunciamento era esclarecer todas as ações ligadas à crise sanitária e que, em outro momento, vai divulgar as medidas de combate à crise econômica. 
"Está sendo pensado [um plano econômico]. Nos próximos dias, ainda nesta semana, certamente a gente anuncia a protelação do pagamento de alguns tributos, especialmente do Simples. Amanhã ou depois de amanhã a gente anuncia essas medidas. Eu não quis anunciá-las hoje, porque hoje é um debate mais sanitário e também estamos ainda em um processo de construção. Mas teremos sim facilidades, seja com relação a certidões, seja com relação a financiamento, a tributos para as empresas que estão sofrendo devido à quarentena que nós estamos pedindo que elas cumpram.”

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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