Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • HZ
  • Viver Bem
  • Como a Geração Z está redefinindo o amor, o desejo e os relacionamentos
Sirleide Stinguel

Como a Geração Z está redefinindo o amor, o desejo e os relacionamentos

Geração Z encara a sexualidade de forma mais aberta e natural, com menos tabus e preconceitos

Publicado em 12 de Junho de 2026 às 09:00

Publicado em 

12 jun 2026 às 09:00
Sirleide Stinguel

Colunista

Sirleide Stinguel

A geração Z encara a sexualidade de forma mais aberta e natural, com menos tabus e preconceitos
A geração Z encara a sexualidade de forma mais aberta e natural, com menos tabus e preconceitos Shutterstock

Ao contrário das gerações anteriores, os jovens da Geração Z — nascidos entre 1997 e 2012 — encaram a sexualidade de forma mais aberta e natural, com menos tabus e preconceitos. Ao mesmo tempo, pesquisas indicam que eles enfrentam mais ansiedade, dificuldades de intimidade e uma menor frequência sexual quando comparados às gerações anteriores.


Antes de qualquer conclusão, é importante evitar generalizações. No entanto, diversos estudos apontam que os jovens da Geração Z estão namorando menos e iniciando a vida afetiva mais tarde. Isso não significa falta de interesse em relacionamentos, mas uma mudança na forma como eles enxergam o amor, o desejo e as conexões interpessoais.


Um dos levantamentos mais citados sobre o tema é o livro iGen, da psicóloga Jean M. Twenge. Segundo a pesquisa, a Geração Z tem, em média, menos parceiros sexuais do que a Geração X e tende a iniciar a vida sexual mais tarde. Cerca de 30,9% dos jovens entrevistados relataram não ter tido parceiros ou relacionamentos no período analisado. O estudo também identificou uma queda significativa da atividade sexual entre jovens adultos, sendo a Geração Z a que apresenta o declínio mais acentuado.


Mas isso não significa que os jovens não queiram se relacionar. Muitos desejam encontrar parceiros, mas enfrentam dificuldades para iniciar conversas, lidar com a rejeição e construir intimidade. A autoconfiança, cada vez mais impactada pela exposição constante nas redes sociais, tornou-se um dos principais desafios dessa geração.

Por que isso está acontecendo?

Especialistas apontam uma combinação de fatores para explicar esse fenômeno.

O ambiente digital exerce forte influência sobre a forma como os jovens se relacionam. Redes sociais e aplicativos de namoro ampliaram as possibilidades de conexão, mas também aumentaram sentimentos como comparação, insegurança, rejeição e desgaste emocional.


Além disso, a redução dos espaços de convivência presencial contribui para o crescimento da ansiedade social. O medo de ser rejeitado ou julgado pode dificultar iniciativas simples, como iniciar uma conversa, demonstrar interesse ou flertar.


Outro aspecto importante é que a Geração Z tende a ser mais cautelosa em relação a relacionamentos considerados tóxicos ou abusivos. Questões como saúde mental, bem-estar emocional e respeito aos limites individuais ganharam mais importância na construção dos vínculos afetivos.

Mais diálogo sobre sexualidade

Embora esteja namorando menos e iniciando a vida sexual mais tarde, a Geração Z fala mais sobre sexualidade do que gerações anteriores.

Temas que antes eram considerados tabu passaram a ser discutidos com mais naturalidade, como:


  • Orientação sexual;
  • Identidade de gênero;
  • Consentimento;
  • Saúde mental e sexual;
  • Modelos de relacionamento não tradicionais;

Essa abertura contribui para relações mais conscientes e para uma compreensão mais ampla da diversidade de experiências afetivas e sexuais.

Menos sexo ou uma nova forma de viver a sexualidade?

Quando se fala em redução da atividade sexual, é preciso considerar que a sexualidade contemporânea é marcada por novos estímulos e formas de interação. A internet oferece acesso imediato a conteúdos, informações e experiências que influenciam a maneira como os jovens constroem suas expectativas sobre relacionamentos e intimidade.


Nesse contexto, especialistas também chamam atenção para o impacto do consumo excessivo de pornografia, que pode contribuir para expectativas irreais sobre sexo e relacionamentos, especialmente quando não há educação sexual adequada.


Entre os fatores mais frequentemente associados à redução da atividade sexual entre jovens estão:

  • Ansiedade;
  • Pressão estética;
  • Excesso de tempo em telas;
  • Medo da rejeição;
  • Prioridade para estudos e carreira.

Mais do que uma geração que se relaciona menos, a Geração Z parece estar redefinindo a forma de se conectar. Em vez de seguir modelos tradicionais, os jovens buscam relações que ofereçam segurança emocional, autenticidade e respeito aos seus próprios limites.


Sirleide Stinguel

Sirleide Stinguel é especialista em sexualidade humana, pós graduada em terapia sexual na saúde e educação. Graduanda em Psicologia.

Veja Também 

Imagem de destaque

Dia dos Namorados: descubra como cada signo recebe e expressa amor

Passeio de balão em Pancas se torna alternativa para casais

Dia dos Namorados: dicas de lugares românticos para curtir a data no Espírito Santo

Prato de Dia dos Namorados do Izakaya Maneki, em Guarapari

Dia dos Namorados: veja lista com mais de 30 jantares em restaurantes do ES

Sirleide Stinguel

Sirleide Stinguel é especialista em sexualidade humana, pós graduada em terapia sexual na saúde e educação. Graduanda em Psicologia.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Trabalho de agente censitário do IBGE
IBGE lança edital com mais de 8 mil vagas e chances para o ES
Imagem de destaque
Divórcio cinza: o que é e por que impulsiona contratos de namoro no ES
Perdão judicial, quando o Direito reconhece que punir já não faz sentido

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados