A Cooabriel, maior cooperativa de café conilon do Brasil, prevê uma queda de até 15% na safra de 2026, que começa a ser colhida em abril. A cooperativa não estima tamanho de safra, mas, em 2025, o mercado apontou para 19 milhões de sacas só no Espírito Santo (a Cooabriel também atua na Bahia, onde o conilon também é forte), portanto, estamos falando de um encolhimento de quase 3 milhões de sacas.
"Estamos prevendo uma safra entre 10% a 15% menor na comparação com 2025. A produtividade em 2025 foi muito alta, exigiu muito das plantas. Agora, existe uma certa compensação em função da quantidade de café que está chegando ou iniciando produção, pois a área plantada aumentou, mas, ainda assim, enxergamos uma quebra em relação ao ano anterior", explicou Carlos Augusto Pandolfi, superintendente da Cooabriel.
O Espírito Santo responde por cerca de 70% da produção brasileira de café conilon. Em 2025, de acordo com a norte-americana StoneX, uma das mais relevantes companhias de serviços financeiros do mundo, foram 19,2 milhões de sacas de conilon (o arábica ficou em 3 milhões). O complexo cafeeiro do Estado (conilon, arábica e solúvel) exportou US$ 1,24 bilhão, no ano passado. Das 4,3 milhões de sacas vendidas, 3,2 milhões foram de conilon.
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