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Índice de Desconforto Econômico: boas notícias para o ES

O Espírito Santo é o principal destaque no chamado Índice de Desconforto Econômico, feito pelo time de analistas do Santander

Vitória
Publicado em 09/03/2026 às 03h00
Espírito Santo - investimento estadual
Crédito: Carlos Alberto

O Espírito Santo é o principal destaque no chamado Índice de Desconforto Econômico, feito pelo time de analistas do Santander. O indicador fechou 2025 em 6,4 pontos na Grande Vitória, o menor da série histórica, iniciada em 2012. O movimento reflete uma combinação bem-sucedida de controle de preços (inflação em baixa) e um mercado de trabalho que encerrou o último ano em níveis de pleno emprego. O desempenho capixaba é o melhor do Brasil, cuja média, em 2025, ficou em 9,3 pontos. Curitiba, com 6,9, é a região que mais se aproxima do desempenho capixaba. Embora o estudo utilize a Região Metropolitana de Vitória como base estatística principal, os economistas do banco ressaltam que os dados refletem o cenário macroeconômico do Espírito Santo.

"A dinâmica de Vitória funciona como um termômetro para o Estado, espelhando a resiliência das cadeias produtivas locais e a eficiência na absorção de mão de obra que caracteriza a economia capixaba nos últimos anos", explica o economista Henrique Danyi, do Santander. "O grande motor por trás dessa performance foi a recuperação do mercado de trabalho. Após enfrentar desafios acentuados durante a recessão de 2015-2016, quando o desemprego no Estado seguiu a tendência de alta das grandes metrópoles nacionais, o Espírito Santo operou em 2025 com taxas de desocupação significativamente baixas. Além da alta ocupação, o Estado acompanhou a trajetória nacional de crescimento da renda real, garantindo um suporte fundamental para o poder de compra das famílias e para o consumo regional".

Em 2016, auge da crise econômica da década passada, o Índice de Desconforto Econômico da Grande Vitória chegou a bater em 19,3 pontos, dos mais altos do país. A queda, principalmente nesta década, foi bastante relevante. Os economistas do Santander apontam alguns desdobramentos da melhora do ambiente. A estabilidade da inflação (IPCA), somada à segurança financeira proporcionada pelo baixo desemprego, impulsionou a demanda residencial e valorizou os ativos imobiliários no Estado.

A previsão é de que o índice nacional de desconforto atinja sua mínima histórica de 9% ainda no primeiro semestre de 2026. No contexto capixaba, a manutenção de indicadores abaixo da média nacional reforça o Estado como um ambiente de baixa vulnerabilidade econômica e alta atratividade para novos negócios e financiamentos.

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