O eixo Aracruz-Linhares reúne uma boa parte dos investimentos privados em curso, anunciados e previstos para o Espírito Santo. Estamos falando das grandes plantas de café solúvel, dos portos, da fabricante de carros GWM e por aí vai. Isto é o que mais aparece, mas junto deste pacote, o entorno - fornecedores, comércio, agro, mercado imobiliário e etc - também está em expansão. Tudo isso em um cenário de pleno emprego e enormes dificuldades de qualificação. Por isso, a maior preocupação do momento é com a mão de obra - qualidade e quantidade.
"Temos os novos investimentos, caso da GWM, e a expansão dos negócios que já estavam aqui, caso da fábrica de papel que a Suzano implantou no ano passado. Diante disso tudo, há uma grande preocupação com a mão de obra. Não estou falando apenas de qualificação, mas de faltar mesmo, de não ter quem qualificar. As grandes empresas, e aqui temos conglomerados gigantescos, trabalham firme na retenção de talentos, mas isso é mais difícil quando tratamos de médios, pequenos e micros. Precisamos de um trabalho amplo para atrair quem é da região e está fora do mercado, entender o que está havendo, e até, pensando mais à frente, de atração de cérebros de outras regiões. Há um dinamismo muito grande por aqui, certamente haverá muita automação, mas há muita coisa intensiva em mão de obra. Precisamos olhar para isso com atenção", assinalou um importante executivo com larga atuação em Aracruz.
Ele destaca que por motivos diversos, inclusive mudança do perfil geracional, cursos de qualificação tocados por grandes empresas da região, que antes chamavam muita gente, hoje já não atraem tanto. "É olhar para as novas necessidades, caso da indústria automotiva, e buscar entender os motivos de quem não está no mercado. Importante frisar que não é uma crítica a ninguém, Senai e Senac estão se movimentando para atender, mas vejo uma questão mais ampla. É fundamental discutir e entender para chegarmos ao sucesso desejado", assinalou.
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