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Coluna Abdo Filho

Empresas do ES desenvolvem terminal de grãos no Porto Central

O Tegran Kennedy começa com investimento de mais de R$ 1 bi e visa trazer carga do Brasil Central para ser escoada para o mundo todo

Publicado em 27 de Maio de 2026 às 03:00

Públicado em 

27 mai 2026 às 03:00
Abdo Filho

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Abdo Filho

Transporte de soja: produção sai do Brasil Central para a China Reprodução/Site CNA

A produção do agronegócio brasileiro só faz crescer e o grande gargalo da cadeia, que é grande exportadora, atende pelo nome de logística. Os portos, estradas, ferrovias e hidrovias não dão conta da forte expansão experimentada da porteira para dentro. Diante deste cenário, duas empresas do Espírito Santo, a Macro Investimentos e a Transportadora Jolivan (de Iconha), estão desenvolvendo o Tegran Kennedy, um terminal de grãos para ficar dentro do Porto Central, grande complexo portuário e industrial que está sendo construído em Presidente Kennedy, Sul do Estado. O investimento inicial no terminal é de R$ 1,23 bilhão.

Ainda não há um contrato fechado com o Porto Central, mas um memorando de entendimento (documento preliminar que formaliza intenções entre as duas partes antes da assinatura do contrato definitivo) foi acertado. Os investidores do Tegran, diante da sinalização positiva,  colocam de pé o projeto e buscam clientes/investidores.

"A Macro e a Jolivan são as primeiras sócias, mas queremos mais. O objetivo é colocar o dono da carga, que são os produtores, como sócios no terminal. É um modelo bem diferente do usual e que visa ampliar as margens do produtor. Agora em junho, iniciaremos a rodada de captação de capital. Estamos falando de algo que é muito competitivo, ainda mais em um cenário de muitas dificuldades logísticas no país. O terminal é muito bem localizado e terá capacidade para receber navios de grande porte, os chamados Capesize (os maiores graneleiros do mundo", explicou Fabrício Cardoso Freitas, CEO da Macro e do Tegran Kennedy.

O executivo enxerga Minas Gerais, Goiás e noroeste da Bahia como os locais mais viáveis para encontrar sócios para o projeto, mas também irá para Mato Grosso, Piauí, Maranhão e Tocantins. "Em princípio, faremos tudo de caminhão, já que a ferrovia ainda não chegou. Ainda assim, o cenário é positivo, afinal, a eficiência média da logística do agro é muito ruim. Além disso, como operaremos com navios de grande porte, o custo do frete internacional cai consideravelmente. Na média, consegue-se um bom custo, mesmo em se tratando de distâncias muito grandes a serem percorridas de caminhão", explicou.

O projeto que está sendo colocado de pé começa com capacidade para movimentar 4 milhões de toneladas de grãos (exportação) e 1 milhão de toneladas de fertilizantes (importação) por ano. Em mais dez anos, e com ferrovia, será possível alcançar 15 milhões de toneladas de grãos e 4 milhões de toneladas de fertilizantes por ano. 

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Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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