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Fundo aprova investimento de mais de R$ 2 bi no Porto Central

O Fundo da Marinha Mercante aprovou o repasse para o complexo portuário e industrial, um dos maiores projetos de infraestrutura do Brasil

Vitória
Publicado em 24/03/2026 às 03h00
Perspectiva do Porto Central, em Presidente Kennedy, Sul do ES
Perspectiva do Porto Central, em Presidente Kennedy, Sul do ES. Crédito: Divulgação/Porto Central

O Fundo da Marinha Mercante aprovou um repasse de R$ 2,18 bilhões ao Porto Central, um gigantesco complexo portuário e industrial que está começando a sair do papel em Presidente Kennedy, Sul do Espírito Santo. O recurso, que virá a juros bastante competitivos, é o que faltava para que as obras acelerem. A expectativa é de que as primeiras operações de transbordo de petróleo sejam feitas no primeiro trimestre de 2028. Administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o fundo tem por objetivo injetar recursos em projetos portuários e de desenvolvimento da indústria naval brasileira.

O Porto Central é um dos maiores projetos de infraestrutura do país. Só a primeira fase, focada no transbordo e exportação de petróleo, vai consumir algo perto de R$ 3 bilhões. A ideia é que o início das operações catapulte os demais negócios e os investimentos previstos para o complexo logístico e industrial, que ocupará uma área de 2 mil hectares ou 20 milhões de metros quadrados (para efeito de comparação, Vitória tem 93 milhões de metros quadrados) e terá uma profundidade de 25 metros, portanto, poderá receber os maiores navios do mundo sem qualquer restrição. Hoje, nenhum porto brasileiro tem essa capacidade.

A ideia dos proprietários (TPK Logística, controlada pela Organização Polimix) é transformar o Porto Central em um hub logístico continental, ou seja, receber os maiores navios do mundo em Presidente Kennedy e distribuir a carga por toda a América do Sul, com navios menores (que entram nos portos disponíveis), a partir do extremo Sul capixaba. Haverá terminais especializados em grãos, minério, fertilizantes, petróleo e contêineres. Haverá área, por exemplo, para a instalação de estruturas gigantes de armazenamento de petróleo, que poderiam se transformar nos famosos estoques reguladores, em falta no Brasil tão relevantes em tempos de guerra...

Perspectiva do Porto Central, em Presidente Kennedy, Sul do ES
Perspectiva do Porto Central, em Presidente Kennedy, Sul do ES. Crédito: Divulgação/Porto Central

Diante do enorme equipamento logístico, a expectativa é de atrair indústrias para o entorno. Já há um memorando de entendimento assinado com a M.A.R.S. (Modern American Recycling Services), empresa norte-americana especializada no descomissionamento de navios e a instalação de uma ZPE (Zona de Processamento de Exportação), uma área industrial de livre comércio, também está prevista no projeto.

Iniciado no final da primeira década dos anos 2000, o projeto do Porto Central tem força para abrir uma nova (e necessária) fronteira de desenvolvimento para o Sul do Espírito Santo. 

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