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Infraestrutura

Maior leilão de energia já feito no Brasil prevê mais de R$ 4 bi em investimentos no ES

Das 100 usinas contratadas, sete ficam ou ficarão no Espírito Santo. A nova capacidade amplia em 10% o atual parque de fornecimento

Publicado em 21 de Março de 2026 às 03:00

Públicado em 

21 mar 2026 às 03:00
Abdo Filho

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Abdo Filho

Tevisa Termelétrica Viana S.A
Usina termelétrica Viana I, da Eneva, em operação Crédito: Fernando Madeira
Na última quarta-feira (18), o governo federal realizou o maior leilão de energia da história do Brasil. Foram negociados 19 gigawatts (GW) em contratos para usinas termelétricas e hidrelétricas. A nova capacidade amplia em 10% o atual parque de fornecimento. São 100 empreendimentos - novos ou com contratos renovados - que farão um investimento de R$ 64,5 bilhões até 2031.
Das 100 usinas contratadas, sete ficam ou ficarão no Espírito Santo. Os novos empreendimentos - dois em São Mateus e dois em Presidente Kennedy - preveem um aporte de R$ 4,02 bilhões. As outras três já existem, pertencem à Eneva, e tiveram os seus contratos renovados por mais dez anos: Luiz Oscar Rodrigues de Melo, em Linhares, com 240 megawatts; Povoação I, Linhares, com 74,9 megawatts; e Viana I, com 37,4 megawatts.
Os maiores ganhos de potência se darão no Sul do Estado, com a Presidente Kennedy I e a Presidente Kennedy II. As duas usinas da Eneva produzirão 441,62 megawatts cada e têm início de entrega programado para agosto de 2031 e o contrato é de 15 anos. Cada empreendimento receberá um aporte de R$ 1,76 bilhão. Em São Mateus serão construídas mais duas térmicas, com capacidade de 41,2 megawatts cada. O investimento total a ser feito pelo Consórcio SM (os nomes das empresas que compõem não foi divulgado) será de R$ 488,4 milhões e a entrega está marcada para começar em outubro de 2028. O contrato também vale por 15 anos. Todas as usinas do Estado rodam a gás natural.
Ainda dentro do leilão, o grupo capixaba Imetame, que possui quatro termelétricas em Camaçari, na Bahia, venceu dois contratos e vai ampliar a operação. O investimento que será feito é de R$ 128,5 milhões.   

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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