A colheita está apenas no começo no Espírito Santo, mas as vendas de café para fora do Brasil estão aceleradas em 2026. Dados consolidados do Centro do Comércio de Café de Vitória mostram que, entre janeiro e abril, as exportações chegaram a 1,47 milhão de sacas de 60 quilos, crescimento de 70% em relação ao primeiro quadrimestre de 2025. Na comparação com abril do ano passado, o volume exportado subiu 239% (de 153 mil, em 2025, para 519 mil sacas, em 2026). Foi o terceiro melhor abril desde 2015. O conilon, com uma expansão de 444%, puxou a fila. Arábica e solúvel tiveram aumento de 4%
De acordo com o Centro do Comércio de Café de Vitória, a alta nas exportações é explicada pela melhora da competitividade dos preços do café conilon e pela forte demanda dos importadores que aguardavam para realizarem suas compras mais próximo da entrada da safra de 2026. O preço médio do café exportado (agregado) vem recuando desde o final de 2025, quando bateu em US$ 305 a saca. Em abril, chegou à média de US$ 234 dólares, uma queda de 23% - menor nível dos últimos 12 meses. Em abril de 2025, o preço médio do café estava em US$ 438 dólares. De lá para cá, redução de 47%.
Diante da queda dos preços, o faturamento até subiu, mas não na mesma toada dos volumes comercializados. A receita das exportações, em 2026, está em US$ 298 milhões (aumento de 26%) - US$ 209 milhões vieram do conilon (+75%), US$ 68 milhões do arábica (-13%) e US$ 21 milhões de solúvel (-46%).
No acumulado do ano, os dez principais importadores são Colômbia, Reino Unido, México, Bélgica, Itália, Argentina, Espanha, Indonésia, Turquia e Alemanha.
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