Os exportadores de café estão estimando forte expansão nas vendas para fora do Brasil feitas pelo Espírito Santo. Eles esperam crescimento de mais de 1 milhão de sacas de 60 quilos na comparação entre 2025 e 2026. No ano passado, foram 4,3 milhões de sacas de conilon, arábica e solúvel saindo pelos portos capixabas. Para 2026, o mercado espera 5,5 milhões de sacas, expansão de 27,9%. Só de conilon serão cerca de 4,5 milhões de sacas.
Os exportadores afirmam que os preços brasileiros voltaram a ficar competitivos na comparação com os valores praticados lá fora. Por isso, a expectativa é de que o estrangeiro venha forte daqui para frente. A saca de 60 quilos do conilon tipo 7, nesta segunda-feira (27), estava valendo R$ 880,00, de acordo com a Cooabriel. Em 31 de dezembro, a mesma saca estava em R$ 1.220, portanto, uma desvalorização de 27,8% em apenas quatro meses. O arábica vem na mesma toada. O bebida dura, no final de dezembro, de acordo com o Centro do Comércio de Café de Vitória, estava sendo comercializado a R$ 2.100, no dia 24 de abril, fechou em R$ 1.716, queda de 18,3%. O bebida rio, no mesmo período, foi de R$ 1.559 para R$ 1.188: desvalorização de 23,8%.
Após alguns anos de seguidas quebras de safras nos grandes produtores de café do mundo, a colheita veio boa no Vietnã e promete ser muito boa no Brasil, reduzindo consideravelmente a pressão em cima da oferta de café em todo o planeta.
O ano com mais exportações em toda série histórica foi 2024: 8.360.636 sacas de 60 quilos. Volume 1,21% acima do recorde que perdurava desde 2002. Na oportunidade, a receita total com as vendas ficou em US$ 1,809 bilhão.
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